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Acordo sobre comando da Assembleia é mais que presunção, é desrespeito com eleitor da Paraíba

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					Acordo sobre comando da Assembleia é mais que presunção, é desrespeito com eleitor da Paraíba

Lucas e Galdino. Foto: João Paulo Sousa/Secom

Dais atrás o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), fez uma revelação que tem repercutido nos bastidores da política paraibana. Ele disse que a sua permanência na base governista e a decisão por apoiar a candidatura de Lucas Ribeiro (PP), para o Governo do Estado, teve uma condicionante: que o Republicanos continue na Presidência da Assembleia pelos próximos dois biênios – até o fim de 2030. 

A declaração tem sido indigesta para muitos deputados. Eduardo Carneiro (Solidariedade) classificou de “desrespeito”. Já Luciano Cartaxo (PT) considerou “precoce”.

Os dois e outros que têm feito críticas (nos bastidores) têm razão. É prematuro discutir uma eleição para Mesa Diretora antes mesmo da escolha popular, de outubro de 2026, ser realizada. Pior ainda é firmar um acordo prévio sobre o tema. 

Formalizar algo dessa natureza, já presumindo que Galdino e outros do Republicanos irão sair das urnas eleitos no próximo ano, é presunçoso. Aliás, é mais que isso. É um desrespeito aos mais de 3 milhões de eleitores paraibanos que devem ir às urnas ano que vem. 

O acordo feito por Galdino, Hugo Motta e os Ribeiros tem por base, certamente, a lógica pragmática e clientelista da política paraibana – sempre alicerçada na troca de favores, nos cargos distribuídos e, também, na força das Emendas Impositivas. 

Na crença de que a conquista do apoio de prefeitos, vereadores e lideranças nos municípios é o suficiente para garantir o voto popular. Ao firmarem o pacto prévio esses ‘caciques’ parecem ter a convicção de estarem reeleitos a 10 meses da votação – desconsiderando o principal juiz do processo democrático, que é o eleitor.   

Em tempo

Adriano Galdino está em seu 5º mandato à frente da Assembleia Legislativa. No fim de 2026 ele completará 10 anos como presidente – algo já questionável sob o prisma da necessidade de alternância de poder dentro de um Parlamento composto por 36 deputados. 

Nos bastidores o ‘Plano A’ do grupo seria eleger o deputado Felipe Leitão (Republicanos) para o primeiro biênio (2027-2028) e, quem sabe, mais uma vez Galdino para o segundo (2029-2030). 

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