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ABI aciona PGR e Conselho de Ética contra Hugo Motta após retirada de jornalistas da Câmara

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					ABI aciona PGR e Conselho de Ética contra Hugo Motta após retirada de jornalistas da Câmara

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) decidiu levar ao topo das instituições de controle a crise aberta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após a retirada forçada de jornalistas do plenário e relatos de truculência por parte da Polícia Legislativa na última terça-feira (9).

A entidade vai acionar a Procuradoria-Geral da República, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Conselho de Ética da Casa.

A reação foi anunciada nesta quinta-feira (11), durante audiência pública no Senado sobre liberdade de imprensa. O presidente da ABI, Octávio Costa, fez duras críticas ao deputado paraibano, afirmando que ele “não sabe a importância do jornalismo para a democracia”.

“O trabalho de relato da verdade, o compromisso ético do jornalista, incomoda muita gente. E, pelo visto, incomoda muito o presidente da Câmara”, afirmou.

Ações anunciadas

Em nota, a ABI confirmou três iniciativas formais:

  • Representação na PGR por crime de responsabilidade, diante da violação ao direito constitucional de liberdade de imprensa dentro da Câmara dos Deputados;
  • Denúncia à Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA);
  • Representação no Conselho de Ética da Câmara contra Hugo Motta por quebra de decoro e infração disciplinar.

Reações do setor de comunicação

Além da ABI, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também comentou sobre o episódio envolvendo jornalistas na última terça-feira (11), classificando o fato como “grave censura à imprensa” e repudiou as agressões registradas.

Também se manifestaram a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abratel), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revista (Aner). Todas condenaram o cerceamento ao trabalho dos profissionais e defenderam apuração rigorosa dos responsáveis.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou considerar “inaceitável” tanto a censura imposta quanto a violência direcionada a jornalistas e parlamentares.

O caso deve continuar pressionando a presidência da Câmara, que já enfrenta um clima de tensão após sucessivos episódios de conflito no plenário.

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