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Dia de São José: comunidade na zona rural de Gurinhém mantém devoção ao santo padroeiro

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					Dia de São José: comunidade na zona rural de Gurinhém mantém devoção ao santo padroeiro

São José é padroeiro do Sítio Manecos, em Gurinhém..

Reprodução/TV Paraíba

No Sítio Manecos, na zona rural de Gurinhém, no Agreste paraibano, São José, celebrado nesta quinta-feira (19), foi escolhido como padroeiro há 39 anos.  A escolha foi feita durante a construção da capela do povoado.

O conselheiro tutelar e morador da comunidade Geovane Pereira conta que a capela foi construída por três Josés. Na hora da escolha do santo padroeiro, o nome do santo que foi o padrasto de Jesus Cristo foi unanimidade.

“Foi construída por três homens chamados José: José Quincas, José Braz e José do Sítio, ambos Josés. E contando que o nome do padre da época também era José, José Flori, e o arcebispo da Paraíba era Dom José Maria Pires. Então, quando consultada a comunidade, qual o padroeiro que seria homenageado nessa capela, foi unânime: São José”, relatou.

Durante o novenário de São José, os fiéis vão até a capela fazer agradecimentos e preces. É o caso de Seu João, que, aos 95 anos, acredita que a longevidade e a boa memória são graças ao santo. “O meu juízo ainda tá em ordem”, celebra ele, que pede a Deus todos os dias para manter sua lucidez.

A agricultora Graça do Nascimento conta que, durante a pandemia, com a família desempregada, pediu uma solução ao santo e foi atendida. “Conversando com minha mãe, que hoje é falecida, lembrei que em casa quando a gente não tinha algo para comer, ela fazia o quê? Beiju. Da macaxeira, que a gente planta, comecei a vender e daí fui tirando o alimento”.

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Além de guiar a vida pessoal, a fé em São José está diretamente ligada às incertezas do clima e ao trabalho no campo. Uma crença antiga, que atravessa gerações, diz que, se chover no dia 19 de março, dedicado ao santo, o inverno será generoso e a colheita, farta.

Esse sentimento toca o coração de agricultores como seu Toinho, que vê na chuva a bênção para a terra e a continuidade do legado de seu pai. “A gente fica triste aqui tudo seco, né? Quando chega o inverno, dá uma alegria no coração. A alegria do agricultor é a chuva”, resume.

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