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Filiado ao PL, Efraim se consolida à direita e mira formas de avançar

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					Filiado ao PL, Efraim se consolida à direita e mira formas de avançar

Efraim Filho em evento de filiação ao PL, com Marcelo Queiroga e Flávio Bolsonaro..

Felipe Nunes

A filiação do senador Efraim Filho ao Partido Liberal, neste domingo (22), em João Pessoa, posicionou o parlamentar de forma mais clara na disputa pelo Governo do Estado: no campo ideológico e na plataforma eleitoral da direita. Caminho que já vinha sendo construído há algum tempo.

Com a filiação, ele deixa uma posição de ‘Centro’ e passa a integrar um movimento com identidade política conhecida e militância engajada. São ativos relevantes numa eleição. Ao mesmo tempo, porém, precisará modular o discurso para avançar no eleitorado independente.

Do ponto de vista eleitoral, a direita tem apresentado resultados consistentes na Paraíba, especialmente nos centros urbanos, mas ainda insuficientes para uma vitória na disputa ao Executivo. Assim, Efraim consolida uma base, mas terá o desafio de avançar.

Nas últimas eleições municipais, o ex-ministro da saúde, Marcelo Queiroga, chegou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de João Pessoa, terminando a eleição com 39,09% da votação.

Em 2022, Nilvan Ferreira, sem experiências prévias em cargos eletivos ou na gestão pública, alcançou cerca de 20% dos votos. Na capital, Sérgio Queiroz foi o candidato ao Senado mais votado, também inserido nesse mesmo espectro político.

Os números indicam a presença desse segmento no estado, em linha com o avanço de candidaturas associadas à direita em outras regiões do país. No Nordeste, no entanto, o desempenho eleitoral segue condicionado a outras variáveis como alianças, o perfil dos candidatos e o contexto local.

É nesse ponto que se coloca o principal desafio da pré-candidatura do senador Efraim. No discurso de filiação, ele parece ter compreendido o cenário.

Ao mesmo tempo em que reforçou pautas associadas à direita, como a redução de impostos, mencionou a importância de políticas sociais, a exemplo do Bolsa Família. Falou em “liberdade”, mas também em “Justiça”, e defendeu a “unidade” em meio às divergências que atualmente dividem o país.

O ato de filiação reuniu lideranças nacionais, entre elas o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, reforçando o peso político do movimento. Mas também abriu espaço para pautas relacionadas às mulheres e às pessoas com deficiência, por exemplo, representados no palanque.

Pelo histórico de perfil moderado e com bases eleitorais no interior do estado, há chances de avanços eleitorais. Mas não será uma tarefa fácil. Esta expansão dependerá dos próximos passos na corrida eleitoral, com movimentos certos na construção dos demais espaços na chapa majoritária.

Entre os nomes mencionados nesse contexto, para ser candidata a vice-governadora, por exemplo, aparece o da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima. Por ser mulher, representando uma fatia importante do eleitorado paraibano, e uma região importante do ponto de vista eleitoral. Decisão que ainda precisa ser consolidada.

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