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Com visões opostas, Efraim e Veneziano se fortalecem ao expor seus votos sobre Messias

CBN Paraíba

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					Com visões opostas, Efraim e Veneziano se fortalecem ao expor seus votos sobre Messias

Efraim Filho e Veneziano assinaram a CPI do Crime Organizado.

Reprodução

Mesmo com pensamentos e opiniões totalmente opostas, os senadores Efraim Filho (PL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) saem fortalecidos com o anúncio de seus posicionamentos na votação que derrotou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A votação foi secreta. Mesmo assim, os dois senadores foram os únicos da Paraíba a assumirem publicamente seus votos.

Em entrevistas à CBN, Veneziano anunciou que votaria a favor, por entender que Messias cumpria os requisitos constitucionais. Previa um resultado favorável e apertado, que não veio. Ainda assim, sua posição o aproxima do PT e do presidente Lula, de quem espera apoio para a reeleição ao Senado nas eleições de outubro.

Da mesma forma, Efraim Filho também sai fortalecido com o desfecho. Há meses, ele afirmava que votaria contra Messias. Na rádio CBN, foi enfático ao classificar a indicação de Lula como ideológica, argumento que dialoga diretamente com críticas recorrentes a quem vê “ativismo” nas ações do STF. Ao manter essa linha, reforça sua identificação com o eleitorado de direita. Tanto aquele mais fiel quanto o que ainda testava sua adesão à agenda bolsonarista de olho em 2026.

No fim das contas, em um cenário de voto secreto, quem decidiu se expor politicamente acabou colhendo os dividendos dessa escolha no contexto polariado de 2026. Ainda que em campos opostos.

Daniella prefere o silêncio

A senadora Daniella Ribeiro, por outro lado, optou pelo silêncio. Sua assessoria disse, antes e depois da votação, que esse era a posição até o momento. É um direito legítimo. Silêncio que deve ser respeitado enquanto decisão de uma parlamentar com autonomia sobre seus posicionamentos.

A senadora é próxima tanto do governo Lula, que indicou Messias, quanto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que trabalhou contra o indicado.

Politicamente, porém, a escolha pode gerar ruídos. Se esse silêncio for mantido.

Logo após o resultado da votação, alguns petistas de uma ala mais ideológica passaram a cobrar, nos bastidores e em mensagens à imprensa, um posicionamento da senadora. A ausência de sinalização é interpretada como possível desalinhamento com o governo Lula.

O PT já declarou apoio à reeleição de Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado. É prego batido. Mas há definições importantes que seguem em aberto. O silêncio, nesse caso, incomoda setores da política. Mesmo que seja totalmente legítimo e inquestionável do ponto de vista legal e constitucional.

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