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Comerciantes protestam e interditam via no Mercado Central de João Pessoa

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					Comerciantes protestam e interditam via no Mercado Central de João Pessoa

Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Comerciantes do Mercado Central realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (30), no Centro de João Pessoa, contra a retirada dos pontos comerciais onde trabalham. Durante o ato, o grupo montou barricadas e ateou fogo em pneus e madeiras para bloquear o trafêgo de veículos na região.

Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedurb) disse que, na próxima segunda-feira (04), às 10h, haverá uma reunião com representantes de 30 comerciantes do Mercado que foram notificados para deixar o local e com a empresa que está executando a obra; além de representantes da Sedurb e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Na ocasião, serão indicados espaços em outros mercados públicos, shoppings populares ou praças, para que estes comerciantes possam ocupar temporariamente até a conclusão da reforma.

O protesto ocorreu na Rua Rodrigues de Carvalho, no cruzamento com a Avenida Pedro II. O trânsito ficou completamente bloqueado nessas vias. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas para acompanhar a ocorrência.

A mobilização está relacionada às obras de reforma do Mercado Central. Em dezembro de 2025, o prefeito Cícero Lucena assinou a ordem de serviço para a requalificação e ampliação do espaço. O projeto prevê investimento de R$ 31,9 milhões, com conclusão estimada até o fim de 2027.

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Segundo os comerciantes, eles ocupavam a área onde será construída uma garagem prevista no projeto. O grupo afirma que foi informado de que teria 72 horas para desocupar o local, sem indicação de um espaço alternativo para continuar trabalhando.

A comerciante Elisabeth Araújo, dona de um bar na área, relatou que os fiscais comunicaram apenas o prazo para saída. “Os fiscais chegaram aqui dando 72h para a gente sair do Mercado Central, mas não disseram que tem um local pra gente trabalhar. Não tem lugar pra gente. Eu pago aluguel. Tenho uma filha. Como a gente fica? A gente só quer trabalhar”, afirmou.

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