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Hantavírus: o que é a doença, como ocorre a transmissão e quais são os riscos

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					Hantavírus: o que é a doença, como ocorre a transmissão e quais são os riscos

Hantavírus: o que é a doença, como ocorre a transmissão e quais são os riscos.

Foto: Adobe Stock

Dois casos de hantavírus foram confirmados no Paraná nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. No estado, 21 notificações foram descartadas, e outras 11 seguem em investigação.

A confirmação ocorre enquanto autoridades de saúde acompanham registros da doença em passageiros de um navio de cruzeiro que circulou pela América do Sul no início de maio. A Organização Mundial da Saúde monitora os casos e os desdobramentos clínicos.

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No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo. Segundo a pasta, o surto relacionado ao navio está sob investigação e, até o momento, não há impacto direto para o país.

O Jornal da Paraíba separou as principais informações sobre o hantavírus. Veja abaixo:

O que é o hantavírus

A hantavirose é uma zoonose viral aguda. No Brasil, a infecção em humanos se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que compromete o sistema respiratório e o coração.

O vírus pertence à família Hantaviridae e ao gênero Orthohantavirus. Seus reservatórios naturais são roedores silvestres, que eliminam o vírus pela urina, fezes e saliva, podendo permanecer infectados por toda a vida sem apresentar sintomas.

De acordo com o Ministério da Saúde, nas Américas, a doença pode variar desde quadros febris inespecíficos até formas graves, com comprometimento pulmonar e cardiovascular.

Como se contrai o hantavírus?

A principal forma de transmissão ocorre pela inalação de aerossóis formados a partir de urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Também há outras formas possíveis de infecção:

  • contato do vírus com mucosas da boca, nariz ou olhos por meio de mãos contaminadas
  • penetração do vírus por escoriações na pele ou mordeduras de roedores
  • transmissão de pessoa para pessoa, registrada de forma esporádica apenas na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes

O período de incubação varia, em média, de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.

Desde a identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos no país, sem relação com a situação internacional investigada. Os dados são do Ministério da Saúde.

Viagens e risco de infecção

De acordo com o Ministério da Saúde, não há recomendação para restrição de viagens a áreas com registro da doença. A orientação é adotar medidas para reduzir o contato com roedores, como higienizar locais fechados antes do uso, evitar acampamentos próximos a áreas com sinais de infestação e armazenar corretamente alimentos e resíduos.

O hantavírus pode virar uma pandemia?

De acordo com avaliações de autoridades internacionais de saúde e do Ministério da Saúde, no Brasil, o hantavírus não apresenta, neste momento, características associadas a uma pandemia. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, a transmissão da doença ocorre, em regra, pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

A exceção é o vírus Andes, identificado no surto investigado em um navio de cruzeiro em maio de 2026. Essa cepa é a única conhecida com capacidade de transmissão entre pessoas, mas esse tipo de contágio acontece apenas em situações específicas de contato próximo, como convivência prolongada.

O órgão europeu informa ainda que, embora o hantavírus possa causar quadros graves, ele não tem o mesmo potencial de disseminação rápida e ampla observado em doenças respiratórias como a SARS ou a Covid-19. Por esse motivo, o risco de um surto global nos moldes de uma pandemia é considerado baixo pelas autoridades de saúde.

Quais são os sintomas do hantavírus

Na fase inicial, os principais sintomas são:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores nas articulações e na região lombar
  • dor abdominal
  • sintomas gastrointestinais

Na fase cardiopulmonar, ou seja, quando a doença passa a comprometer a respiração e a circulação, podem surgir:

  • dificuldade para respirar
  • respiração acelerada
  • tosse seca
  • aceleração dos batimentos cardíacos
  • pressão baixa

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, principalmente por sorologia, realizados em laboratórios de referência da rede pública. O Ministério da Saúde fornece os kits necessários para confirmação ou descarte dos casos.

Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O atendimento é baseado em medidas de suporte, conforme a evolução do quadro clínico.

A doença é de notificação compulsória imediata e deve ser comunicada às autoridades em até 24 horas.

Vale ressaltar que a prevenção se baseia em evitar o contato com roedores silvestres e suas excretas. As principais medidas incluem manter terrenos limpos, armazenar alimentos em recipientes fechados, descartar corretamente o lixo e reduzir locais que possam servir de abrigo para roedores.

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