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Dark Horse do mal e Dark Horse do bem

CBN Paraíba

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					Dark Horse do mal e Dark Horse do bem

Faz vários dias que a expressão Dark Horse está em destaque no noticiário nacional. Dark Horse é o título de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, o Banco Master e as conversas nas quais Flávio pede a Vorcaro milhões para a produção do filme sobre o seu pai.

O vazamento das conversas caiu como uma bomba na campanha de Flávio Bolsonaro, que quer ser presidente da República. O filme é o Dark Horse do mal.

Mas há um Dark Horse do bem, e esse, a gente conhece há mais de 50 anos. Na verdade, Dark Horse é um álbum, uma canção e o selo de George Harrison.

Dark Horse é o título do terceiro álbum de estúdio que George Harrison lançou depois do fim dos Beatles. O disco é de 1974. Essa aí é a sua capa.  


					Dark Horse do mal e Dark Horse do bem

“Eu sou um azarão

Correndo num caminho escuro”

Mas Dark Horse é também uma canção composta por George Harrison. Ela é a segunda faixa do lado B do álbum. Os ouvintes de George conhecem bem a música.

Gosto bastante do Dark Horse, mesmo que ele não apareça na lista dos melhores discos de Harrison. É fácil perceber que George estava rouco durante as gravações.

Tem uma vigorosa abertura instrumental e canções muito bonitas. Como Simply Shady e Far East Man, esta, em parceria com o futuro Rolling Stone Ronnie Wood.

Composta a canção e lançado o álbum, a expressão Dark Horse permaneceu colada à vida de George Harrison. Foi como ele batizou seu selo: Dark Horse Records.

Harrison não era mais da Apple, o selo criado pelos Beatles em 1968. O fim do grupo e as questões judiciais envolvendo o rompimento levaram George a criar seu selo. 

Dark Horse Records é marca familiar para quem acompanha com interesse a carreira de George Harrison e tem seus discos. A logo é esse cavalo que ilustra a coluna.

A bela canção I Am Missing You foi o primeiro single lançado pela Dark Horse Records. Junta George Harrison com Ravi Shankar, que ensinou o beatle a tocar o sitar. 

George Harrison morreu de câncer em 2001, mas o selo Dark Horse não deixou de existir. Hoje é gerido por Dhani Harrison, o único filho de George.

Dhani tinha 23 anos quando o pai morreu. Ainda chegou a trabalhar nas produções finais de Harrison. À frente do selo, mantém viva a memória do beatle quieto.     

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