Sem categoria

Prefeitura recorre ao TJPB para restabelecer cobrança da TPU da Zona Azul em João Pessoa

CBN Paraíba

CBN Paraíba

CBN Paraíba


					Prefeitura recorre ao TJPB para restabelecer cobrança da TPU da Zona Azul em João Pessoa

Prefeitura prepara mudanças na Zona Azul.

Divulgação

A Prefeitura de João Pessoa recorreu ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para tentar reverter a decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública que suspendeu a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul Digital JP. 

No recurso, o Município pede a concessão de efeito suspensivo para restabelecer imediatamente a cobrança da tarifa e os procedimentos operacionais relacionados ao sistema de estacionamento rotativo enquanto o mérito da ação popular é analisado.

A Procuradoria-Geral do Município sustenta que a TPU não é uma multa de trânsito, mas uma tarifa de regularização para motoristas que utilizam vagas da Zona Azul sem realizar o cadastramento do veículo, sem emitir tíquete ou permanecem além do tempo contratado.

Segundo a Prefeitura, a suspensão da TPU incentiva o uso irregular das vagas, prejudica a rotatividade, favorece quem não paga pelo estacionamento e compromete a fluidez do trânsito, o comércio e a arrecadação da concessão.

“O usuário que cumpre a regra passa a ser penalizado financeiramente, enquanto quem utiliza irregularmente a vaga não sofre qualquer consequência patrimonial”, afirma o recurso.

Equilíbrio da concessão

A Procuradoria afirma também que a modelagem econômica da Zona Azul Digital foi construída considerando a arrecadação proveniente tanto da tarifa ordinária quanto da TPU; e que a suspensão  desequilibra financeiramente a concessão e pode comprometer investimentos previstos, como a construção do edifício-garagem no Mercado Central.

No recurso, a Procuradoria também rebate o entendimento adotado pelo juiz de primeiro grau, de que a TPU teria natureza de sanção administrativa semelhante a uma multa de trânsito. Afirma que a concessionária não exerce poder de polícia nem aplica multas, limitando-se ao monitoramento das vagas e à emissão de avisos de irregularidade. 

Além disso, a Prefeitura questiona a própria ação popular, alegando que o autor extrapolou os limites desse tipo de processo ao formular pedidos típicos de ação civil pública, como indenização por dano moral coletivo e restituição de valores aos usuários.

A ação foi protocolada inicialmente para o gabinete do Carlos Eduardo Leite Lisboa, que encaminhou para o desembargador Miguel de Brito Lyra. Nesta quinta-feira (16), ele embarcou o pedido para o gabinete da desembargadora Túlia Gomes. Não há decisão sobre o caso. 

Compartilhe

Anterior
Caso Rubinho: Empresário e namorada são denunciados pelo MP pela morte de engenheiro após festa
Próximo
TJPB mantém suspensão nacional da Pixbet por falhas em controle de acesso de menores
Veja também
TJPB mantém suspensão nacional da Pixbet por falhas em controle de acesso de menores
Caso Rubinho: Empresário e namorada são denunciados pelo MP pela morte de engenheiro após festa