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Caso Washington Rodrigo: o que se sabe sobre a morte em hotel de João Pessoa

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					Caso Washington Rodrigo: o que se sabe sobre a morte em hotel de João Pessoa

Polícia investiga morte de homem em hotel de João Pessoa.

Um homem de 33 anos, identificado como Washington Rodrigo, foi encontrado morto em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Após o crime, o adolescente suspeito se apresentou à Polícia Civil, confessou o homicídio e teve a apreensão provisória mantida pela Justiça.

Desde então, novas informações divulgadas pela investigação esclareceram como aconteceu o encontro entre os dois, a versão apresentada pelo adolescente e o andamento do caso.

Para facilitar a compreensão do caso, o Jornal da Paraíba reuniu tudo o que já foi confirmado pela Polícia Civil.

Como vítima e suspeito tiveram o primeiro contato?

Segundo a Polícia Civil, o adolescente chegou a João Pessoa na quinta-feira (23) e, no mesmo dia, acessou um site de relacionamento. Foi nessa plataforma que encontrou o perfil de Washington Rodrigo e iniciou uma conversa utilizando o contato disponibilizado no anúncio.

Ainda de acordo com a investigação, a conversa continuou por um aplicativo de mensagens e o encontro foi marcado para a madrugada da sexta-feira (24).

A defesa do adolescente afirmou que ele escolheu o perfil de forma aleatória e utilizou um documento falso para conseguir entrar no hotel.

Qual foi a motivação apresentada pelo suspeito?

Em depoimento, o adolescente afirmou que acreditou ter sido fotografado durante um momento íntimo com a vítima e disse ter temido que sua orientação sexual fosse exposta.

Segundo o delegado Diego Garcia, o adolescente relatou que utilizou uma pistola de airsoft para obrigar Washington Rodrigo a entregar o celular e verificar se havia registros do encontro.

“Alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima que supostamente teria fotografado alguma parte do momento íntimo dos dois, ao passo que fez ele se algemar, simulando um fetiche, e, mediante o uso de uma airsoft, o constrangeu para entregar seu celular para que ele verificasse se havia mensagem ou fotografias em detrimento de sua pessoa, já que ele se acha um teólogo e por isso não poderia ter a imagem corrompida”, afirmou o delegado.

A defesa informou que o adolescente confessou o homicídio e sustentou que ele agiu por medo de ter a orientação sexual revelada.

Como a vítima foi assassinada?


					Caso Washington Rodrigo: o que se sabe sobre a morte em hotel de João Pessoa

Suspeito de matar homem em hotel de João Pessoa alegou medo de ter relação exposta, diz polícia.

Yanka Oliveira/TV Cabo Branco

Conforme o depoimento do adolescente à Polícia Civil, ele utilizou o cabo do secador de cabelo do hotel para estrangular Washington Rodrigo.

Segundo a versão apresentada pelo suspeito, a intenção seria apenas deixar a vítima desacordada para sair do local.

O Instituto de Medicina Legal (IML), porém, concluiu que a causa da morte foi asfixia. O diretor do órgão, Flávio Fabres, informou ainda que o corpo apresentava sinais de tortura.

O que aconteceu após o crime?

A investigação aponta que o adolescente tentou sair do hotel utilizando o carro da vítima, mas não conseguiu.

Segundo o delegado Cristiano Santana, ele deixou o local sozinho e manteve comportamento considerado comum após o crime.

“Ele tenta sair com o carro da vítima, mas não consegue e evade sozinho, em comportamento normal, inclusive fazendo postagens como se nada tivesse acontecido”, disse.

O corpo de Washington Rodrigo foi encontrado posteriormente por uma funcionária do hotel, segundo informou a defesa.

Quais provas foram reunidas pela Polícia Civil?

Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu uma pistola de airsoft e um par de algemas.

Para o delegado Diego Garcia, esses objetos ajudaram a esclarecer a dinâmica do homicídio.

“Existe um airsoft que foi apreendido. De fato existiram objetos que foram de grande valia para identificação, com elementos robustos que identificavam a participação do menor”.

A polícia informou ainda que não havia drogas no quarto onde o crime ocorreu.

Como o adolescente foi localizado?

O adolescente se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na segunda-feira (27), em Caicó, no Rio Grande do Norte, acompanhado do advogado.

No dia seguinte, foi ouvido e transferido para João Pessoa, onde passou a ficar à disposição da Delegacia da Infância e da Juventude.

Segundo a Polícia Civil, ele possui pelo menos 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte, relacionados a atos infracionais análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição, ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica, entre outros.

Além disso, ele já foi internado em uma unidade destinada a menores infratores.

Como a idade do suspeito foi confirmada?

A idade do adolescente foi confirmada por um exame de papiloscopia, realizado a partir da comparação das impressões digitais com o banco de dados do Rio Grande do Norte.

Antes disso, ele havia sido submetido a um exame de arcada dentária, que teve resultado inconclusivo.

Segundo a Polícia Civil, o resultado da papiloscopia confirmou que o investigado tem 17 anos e não alterou a forma como ele vinha sendo custodiado.

“Não tem nenhuma modificação maior em relação à conduta da polícia, porque ele já está sendo custodiado como se menor fosse e, na dúvida, a gente vai dar esse tratamento de menor para ele”, disse Fabres.

Qual é a situação do adolescente atualmente?

Após a confirmação da idade, o adolescente foi encaminhado para a ala destinada a menores na carceragem da Polícia Civil, em João Pessoa.

Na quarta-feira (29), a Justiça manteve a apreensão provisória do suspeito. Segundo a defesa, a medida tem prazo de até 45 dias. Caso não haja sentença nesse período, ele deverá ser colocado em liberdade.

A Polícia Civil informou que tem até dez dias para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

Depois disso, o Ministério Público analisará o procedimento para decidir se apresenta representação à Justiça. Em seguida, deverão ocorrer as audiências previstas no processo.

Se houver aplicação de medida de internação, o adolescente passará por reavaliações periódicas, conforme prevê a legislação.

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