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PF realiza 22 operações na Paraíba contra exploração sexual de crianças e adolescentes na internet

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A Polícia Federal já realizou 22 operações na Paraíba, este ano, contra crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente digital. Segundo o chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PF na Paraíba, delegado Joziel Brito, as ações resultaram em cerca de cinco prisões até o momento.

As investigações envolvem pessoas que produzem, armazenam ou compartilham material de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes. Segundo o delegado, os criminosos utilizam diferentes estratégias para se aproximar das vítimas.

Uma delas é a criação de perfis falsos. O suspeito pode se passar por outra criança ou por um adolescente para estabelecer contato e conquistar a confiança da vítima. Depois, segundo a PF, a abordagem pode evoluir para pedidos de imagens e outras práticas criminosas.

A Polícia Federal também utiliza ferramentas tecnológicas para identificar suspeitos. O trabalho inclui patrulhamento cibernético e investigações em ambientes digitais.

Segundo Joziel Brito, não existe um perfil único de quem pratica esse tipo de crime. As investigações já alcançaram pessoas de diferentes profissões e grupos sociais.

ECA Digital

Além da atuação policial, novas regras passaram a ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, instituído pela Lei nº 15.211/2025, entrou em vigor em 17 de março de 2026. A legislação estabelece obrigações para plataformas digitais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de aferição de idade, supervisão parental e medidas de prevenção e enfrentamento de situações de violência e exploração.

A Agência Nacional de Proteção de Dados também passou a acompanhar a implementação das regras. Entre as medidas previstas estão mecanismos confiáveis para aferir a idade dos usuários e a vinculação das contas de menores de 16 anos às de seus responsáveis legais, conforme as regras estabelecidas pelo ECA Digital.

Para o juiz da Infância e Juventude Adhailton Lacet, a legislação amplia para o ambiente virtual a proteção integral já prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A Justiça também passou a analisar com maior atenção a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Segundo Lacet, pedidos de autorização para participação de menores em atividades digitais chegam à Vara da Infância e Juventude.

O juiz afirma que alguns conteúdos podem apresentar situações inadequadas para a faixa etária e que a utilização da imagem de crianças para gerar engajamento e monetização exige atenção das autoridades.

Orientação aos pais

Para a Polícia Federal, a prevenção também depende da participação dos pais e responsáveis.

O delegado Joziel Brito orienta que crianças e adolescentes não sejam deixados sozinhos durante o uso da internet. Ele recomenda o acompanhamento das atividades digitais, a utilização de ferramentas de controle parental e, quando possível, o adiamento do acesso de crianças às redes sociais.

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