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Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

CBN Paraíba

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					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Alex Frota, natural do Ceará, é primeiro brasileiro a dar volta ao mundo solo em monomotor..

Divulgação/Alex Bacana

O brasileiro Alex Frota, natural do Ceará, afirma ter sido o primeiro brasileiro a atravessar os cinco continentes do mundo sozinho a bordo de um avião monomotor experimental. A expedição teve início em março de 2026 e o retorno ao Brasil foi marcado por uma parada na Paraíba.

Conhecido como Alex Bacana, administrador e piloto, aterrissou em João Pessoa na terça-feira (9) e seguiu na capital paraibana até a sexta-feira (11). A previsão de chegada a Fortaleza, local de partida da viagem, era o dia 12 de setembro, dois dias antes de fechar os seis meses da expedição.

De acordo com Alex, João Pessoa foi uma das cidades escolhidas para as últimas paradas da viagem, porque era um dos locais pelos quais o piloto não havia passado ainda durante a volta ao mundo.


					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Piloto chegou a fazer refeições dentro da aeronave..

Arquivo/Alex Frota

Alex passou por diferentes condições de clima, navegação e operação para alcançar a marca de ser o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo solo passando pelos cinco continentes.

“Já conseguimos os recordes que buscávamos. Agora, a missão é chegar em casa e concluir o projeto”, destacou.

O retorno contou com paradas pelo Caribe e pelo Norte e Nordeste do Brasil.


					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Trajeto percorrido por Alex Frota..

Reprodução/Frotas pelo mundo

Trajeto da expedição

O brasileiro saiu de Fortaleza no dia 15 de março e pousou em Oshkosh, nos Estados Unidos, no dia 20 de julho. Segundo ele, foi realizada a versão mais curta da volta ao mundo.

O plano inicial era continuar a viagem, atravessando a América Central e descer pela costa do Pacífico da América do Sul até entrar no Brasil por Porto Alegre. A rota precisou ser alterada após dificuldades para obter autorizações de voo no México em razão da condição experimental da aeronave.

  • Fortaleza;
  • Boa Vista, Norte do Brasil;
  • Cruzou ilhas do Caribe;
  • Lakeland, EUA;
  • Oshkosh, EUA;
  • Canadá;
  • Groenlândia;
  • Islândia;
  • Escócia;
  • Reino Unido;
  • Europa continental;
  • África;
  • Oriente Médio;
  • Ásia;
  • Austrália;
  • Timor-Leste;
  • Filipinas;
  • Taiwan;
  • Coreia do Sul;
  • Contornou a Coreia do Norte;
  • Rússia;
  • Alasca;
  • Canadá;
  • Oshkosh, EUA.

Os principais desafios enfrentados por Alex durante a expedição foram as condições climáticas, como a chuva intensa na Floresta Amazônica, temperaturas de menos 22 °C na Groenlândia e calor acima de 50 °C no Oriente Médio.


					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Monomotor experimental utilizado para atravessar os cinco continentes..

Divulgação/Alex Bacana

“Passamos de temperaturas abaixo de 20 graus negativos para mais de 50 graus na pista. Na Groenlândia, o avião chegou a congelar e tivemos de usar outro óleo. No Oriente Médio, algumas peças chegaram a sofrer com o calor extremo”, relatou

Durante o trajeto ao redor do mundo, a passagem de Alex pela Ásia coincidiu com o período de monções, ventos sazonais, com a presença de tufões. Já na Sibéria, havia poucas opções de aeroportos e cidades, com grandes extensões de terra pouco habitadas.

O piloto também enfrentou problemas mecânicos durante a expedição. Em Melilla, território espanhol no norte da África, Alex relatou precisar pousar com vazamento de combustível. Os furos no tanque precisaram de reparo antes de seguir viagem pela Europa.

Já entre Dubai e Índia, um problema elétrico levou cerca de duas semanas para ser solucionado.


					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Brasileiro registro momento em que deixa Austrália..

Arquivo/Alex Frota

Além disso, Alex relata que durante a passagem por regiões afetadas por conflitos, ele teve que lidar com dificuldades tecnológicas e burocráticas, como trechos sem sinal confiável de GPS, o obrigando a utilizar mapa e cronômetro.

O piloto precisou aguardar mais de uma semana para conseguir uma escala antes de chegar à Rússia. A Coreia do Sul foi incluída na rota após tratativas.

“O desafio burocrático era o que mais me preocupava porque não dependia só de mim. O clima você acompanha, o avião você prepara, mas uma autorização pode simplesmente não sair”, diz.


					Brasileiro faz parada em João Pessoa após volta ao mundo solo em monomotor

Piloto fez registros dos locais por onde passou durante a expedição..

Arquivo/Alex Frota

Desafios futuros

Após aterrissagem em Fortaleza para encerrar a expedição atual, o piloto pretende iniciar uma viagem mais curta. Ele projeta um Giro pelo Brasil estimado em 20 e 30 dias, com paradas associadas à realização de palestras.

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