Homem que diz ter matado 80 pessoas participou de furto de armas usadas contra Lampião – Foto: Polícia Militar da Paraíba.
O homem identificado como Jorlan Lopes da Silva, preso vestido com uma peruca e trajes femininos, que disse ter matado 80 pessoas, participou de um roubo de armas que foram utilizadas por “volantes” para combater o grupo de cangaceiros de chefiado por Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como “Lampião”. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil da Paraíba.
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De acordo com a corporação, as armas haviam sido roubadas de uma fazenda no município de Capim, em 7 de setembro, onde eram guardadas pelo proprietário em um baú enterrado na propriedade.
Depois do roubo, houve um registro do boletim de ocorrência na Central de Polícia Civil de Mamanguape. As investigações resultaram na identificação de um trabalhador rural que prestava serviços ao proprietário da fazenda e que é apontado como participante do crime.
Conforme as investigações, esse homem havia indicado aos autores do furto a existência e a localização das armas. A polícia encontrou ainda que esse homem que prestou apoio ao roubo tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Ele também foi preso.
A Polícia Civil informou que identificou ainda, além do preso em cumprimento de mandato e Jorlan Lopes, dois dos autores do furto. Também foi encontrada a localização das armas. Foram apreendidos três rifles calibre .44 winchester, uma espingarda calibre 12 e uma arma de pressão por ação de mola.
Um dos homens presos, de 45 anos, foi autuado pelos crimes de receptação e pelas infrações tipificadas no Estatuto do Desarmamento.
Homem diz ter matado 80 pessoas
A fuga de Jorlan terminou em Mulungu, no domingo (13). O suspeito havia passado anteriormente por policiais usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas.
Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito.
Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida.
A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios.
“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.
A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele.
Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba.
Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região.
Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia.


