Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
A última pesquisa Quaest antes do primeiro turno das Eleições 2026, divulgada neste sábado (03) pelas Tvs Cabo Branco e Paraíba, mostra uma reação de Efraim Filho (PL) em alguns segmentos do eleitorado, apesar de o candidato enfrentar movimentos importantes de disputa pelo voto de direita.
Na comparação com a rodada de setembro, os avanços mais expressivos de Efraim aparecem entre os eleitores com ensino superior, entre os jovens, entre os brancos e em faixas de renda acima de dois salários mínimos.
Os recortes ajudam a identificar onde o candidato ganhou força na reta final e também onde estão seus principais pontos de atenção.
Maior avanço é entre eleitores com ensino superior
O crescimento mais expressivo de Efraim aparece entre os eleitores com ensino superior. O candidato tinha 14% em setembro e chega agora a 23%, um aumento numérico de nove pontos percentuais.
É também nesse segmento que Efraim registra seu melhor desempenho entre os níveis de escolaridade. Entre os eleitores com ensino médio, passou de 17% para 18%, enquanto entre aqueles com ensino fundamental foi de 16% para 18%.
O movimento no ensino superior chama atenção porque ocorre depois de uma queda na rodada anterior: Efraim tinha 18% em agosto, caiu para 14% em setembro e agora sobe para 23%.
Efraim volta a crescer entre os jovens
Outro movimento importante ocorre entre os eleitores de 16 a 34 anos. Efraim tinha 18% em agosto, caiu para 14% em setembro e agora chega a 19%.
A alta de cinco pontos em relação à pesquisa anterior representa uma recuperação nesse grupo, embora Lucas Ribeiro (PP) também tenha ampliado significativamente sua vantagem entre os jovens e apareça com 53%.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Efraim também reage: passa de 17% para 20%. Já entre aqueles com 60 anos ou mais, registra 18%, praticamente mantendo o patamar da rodada anterior.
Crescimento entre brancos
No recorte por cor ou raça, Efraim tem seu principal avanço entre os eleitores brancos. Depois de cair de 22% em agosto para 15% em setembro, o candidato volta a subir e chega agora a 23%.
Entre os eleitores pretos, também há recuperação numérica: Efraim passa de 11% para 15%. O movimento é diferente entre os pardos, grupo no qual o candidato cai de 18% para 13%.
Esse recuo entre os pardos é um dos pontos de atenção porque esse segmento representa uma parcela relevante do eleitorado paraibano e, ao mesmo tempo, Lucas ampliou sua votação nesse grupo, chegando a 53%.
Renda: reação entre quem ganha mais de dois salários
Os dados por renda mostram outro movimento favorável a Efraim na reta final.
Entre os eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, o candidato passou de 17% em setembro para 22%. Entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, saiu de 18% para 22%.
Na faixa de renda mais baixa, de até dois salários mínimos, a movimentação é menor. Efraim aparece com 16%, sem uma mudança tão expressiva quanto nos grupos de maior renda.
Os números indicam, portanto, uma recuperação mais forte entre eleitores de renda média e alta.
Disputa pelo eleitor bolsonarista acende alerta
O principal ponto de atenção para Efraim aparece justamente em um segmento que poderia ser considerado mais favorável ao candidato do PL: o eleitorado bolsonarista.
Efraim tinha 42% entre os bolsonaristas em agosto, avançou para 51% em setembro, mas agora recua numericamente para 41%.
Ao mesmo tempo, Lucas Ribeiro teve um crescimento expressivo nesse grupo: saiu de 19% em agosto para 29% em setembro e agora chega a 42%. Os dois estão numericamente empatados, considerando também a ampla margem de erro do segmento.
O movimento mostra que Efraim chega à eleição enfrentando uma disputa direta por uma parcela do eleitorado que, até a rodada anterior, lhe dava uma vantagem significativa.
Lucas também avança entre a direita não bolsonarista
A mesma pressão aparece entre os eleitores que se identificam como de direita, mas não bolsonaristas.
Efraim havia crescido de 39% para 44% entre agosto e setembro, mas agora registra 36%. Lucas fez o caminho inverso: passou de 28% para 36% e chega a 41%.
Esse é outro dado relevante para compreender a reta final da candidatura de Efraim. Ao mesmo tempo em que ele recupera apoio entre jovens, pessoas de maior escolaridade e algumas faixas de renda, enfrenta uma concorrência mais forte de Lucas dentro do próprio eleitorado de direita.
Como os recortes têm margens de erro maiores do que o resultado geral da pesquisa, chegando a oito pontos em alguns segmentos, as variações isoladas precisam ser analisadas com cautela. Mais do que pequenas oscilações, o que ajuda a compreender o cenário são os movimentos mais amplos e repetidos entre as diferentes rodadas da pesquisa.
Dados da Pesquisa
A Quaest, contratada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, realizou 1.800 entrevistas domiciliares presenciais com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PB-05048/2026.
Jornal da Paraíba
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