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Lá Vem o Enem: videoaula revisa as sete Constituições brasileiras e o direito ao voto

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					Lá Vem o Enem: videoaula revisa as sete Constituições brasileiras e o direito ao voto

Reprodução/Lá Vem O Enem

A história das Constituições brasileiras ajuda a compreender como os direitos políticos e a participação da população nas decisões do país mudaram ao longo do tempo. No Lá Vem o Enem, o professor de História Rafael Virgínio, do Colégio Luízo, revisa as sete Constituições do Brasil e destaca características que podem ajudar os estudantes na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A aula aborda a relação entre cidadania, democracia e direito ao voto, desde a Constituição de 1824, durante o Império, até a Constituição Federal de 1988, que permanece em vigor. A proposta é mostrar como cada documento foi elaborado em um contexto político específico e quais impactos as mudanças tiveram na sociedade brasileira.

As Constituições brasileiras e o direito ao voto

A primeira Constituição do Brasil foi outorgada em 1824, durante o governo de Dom Pedro I. O documento estabeleceu quatro poderes, incluindo o Poder Moderador, que permitia ao imperador interferir nas decisões políticas. Na época, o voto era censitário, ou seja, condicionado a critérios de renda.

Com a Proclamação da República, o país adotou uma nova Constituição, em 1891. O documento estabeleceu a divisão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Apesar da mudança no sistema político, o direito ao voto continuava restrito: mulheres e pessoas analfabetas não podiam participar das eleições.

A Constituição de 1934, durante o governo de Getúlio Vargas, trouxe mudanças importantes para a cidadania política. Entre elas, estavam o reconhecimento constitucional do voto feminino e a adoção do voto secreto, que ajudou a combater práticas de pressão e fraude eleitoral.

Três anos depois, em 1937, uma nova Constituição foi imposta durante o Estado Novo, período ditatorial de Vargas. O documento ampliou a concentração de poder no Executivo e restringiu a participação democrática, em um contexto de enfraquecimento das instituições políticas.

Democracia, ditadura e a Constituição de 1988

A redemocratização após o Estado Novo levou à Constituição de 1946, que restabeleceu princípios democráticos e recuperou garantias políticas. O texto foi promulgado durante o governo de Eurico Gaspar Dutra.

Em 1967, durante a ditadura militar, o Brasil adotou outra Constituição, marcada pela centralização do poder e pelo fortalecimento do Executivo. O período foi caracterizado por restrições às liberdades políticas e à participação democrática.

A última das sete Constituições brasileiras foi promulgada em 1988, após o fim da ditadura militar. Conhecida como Constituição Cidadã, ela ampliou a proteção dos direitos fundamentais e reconheceu o voto facultativo para pessoas analfabetas, que até então estavam excluídas do eleitorado.

Para o professor Rafael Virgínio, compreender essa trajetória é importante para relacionar os acontecimentos políticos aos direitos conquistados ou restringidos em cada período histórico.

Como o tema pode aparecer no Enem

Ao estudar as Constituições brasileiras, o estudante deve observar não apenas as datas e os governos de cada período, mas também as mudanças nas formas de participação política. A relação entre autoritarismo e democracia, por exemplo, ajuda a entender por que alguns textos constitucionais ampliaram direitos, enquanto outros limitaram a cidadania.

A recomendação é associar cada Constituição ao contexto histórico em que foi elaborada e identificar suas principais características. Essa relação pode ajudar na interpretação de questões sobre a formação política do Brasil, os direitos sociais e políticos e a construção da democracia.

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