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Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM

CBN Paraíba

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Mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, na quinta-feira (22), saíram do local por causa das condições precárias, segundo informações da Polícia Militar. Parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230.

De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas.

Questionado sobre quais seriam essas condições, o oficial citou as instalações, a alimentação e o tratamento recebido pelas pessoas, mas não detalhou cada um desses pontos.

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Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las. O oficial também afirmou que a situação ocorreu sem depredação ou violência por parte do grupo e que as pessoas estavam tranquilas.


					Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM

Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM.

(Foto: Zuila David / TV Cabo Branco)

Agressão foi registrada no local

A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. Segundo a TV Cabo Branco, o episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.

Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.

“Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares”, disse.

Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco. Segundo o proprietário, as pessoas começaram a chegar na quarta-feira (21) e, na quinta-feira, o local chegou a receber cerca de 160 pessoas.

“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica. Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade de pessoas”, relatou.

À TV Cabo Branco, o grupo que estava instalado na casa relatou que a instituição alegou não ter condições de mantê-lo e relataram ter sofrido maus-tratos. Uma das pessoas que estavam no espaço relatou que os familiares não sabiam que ela havia sido levada para Santa Rita e acreditavam que ela ainda estava em Pernambuco.

O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.

Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

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