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Redação do Enem: 10 livros lançados em 2026 para ampliar seu repertório

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					Redação do Enem: 10 livros lançados em 2026 para ampliar seu repertório

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Livros publicados em 2026 podem ajudar estudantes a ampliar o repertório sociocultural para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre os lançamentos deste ano, há obras que abordam mudanças climáticas, racismo, inteligência artificial, desigualdade e direitos das mulheres.

Para usar um livro como repertório, porém, não basta citar o título ou o autor. É necessário compreender a ideia central da obra e explicar como ela se relaciona ao tema proposto e ao argumento defendido no texto.

O Jornal da Paraíba reuniu dez livros lançados no Brasil em 2026 e mostra como cada um pode contribuir para a construção de argumentos.

1. O que Podemos Saber, de Ian McEwan

O romance se passa em 2119 e acompanha um pesquisador que tenta encontrar um poema desaparecido após uma crise climática provocar uma grande inundação. A história também aborda a preservação da memória e dos registros históricos em um mundo transformado pela tragédia.

Possíveis temas de redação: mudanças climáticas, preservação da memória, patrimônio cultural e impactos ambientais.

Como usar no Enem: o livro pode ser relacionado a uma discussão sobre as consequências das mudanças climáticas para a sociedade. A perda de registros históricos na narrativa também permite argumentar sobre a importância de preservar documentos e patrimônios culturais para as próximas gerações.

2. Refúgio do Tempo, de Gueorgui Gospodinov

A obra, que chegou ao Brasil em 2026, acompanha Gaustin, um psiquiatra que cria uma clínica em que os ambientes reproduzem diferentes décadas do passado para ajudar pacientes com problemas de memória. A ideia ganha outra dimensão quando pessoas e governos passam a usar a nostalgia como instrumento político. O livro chegou ao Brasil em 2026 pela editora Estação Liberdade.

Possíveis temas de redação: manipulação política, memória coletiva, nacionalismo e desinformação.

Como usar no Enem: a narrativa pode ajudar a discutir como a idealização do passado influencia a opinião pública. Em uma redação sobre desinformação ou manipulação política, o estudante pode relacionar a obra ao uso seletivo da história para influenciar as decisões da sociedade.

3. João Guimarães Rosa, Biografia, de Leonencio Nossa

A biografia reconstrói a trajetória do escritor brasileiro João Guimarães Rosa, desde o nascimento, em Cordisburgo (MG), em 1908, até a morte, no Rio de Janeiro, em 1967. O livro utiliza mais de duas mil cartas trocadas pelo autor com pessoas próximas para apresentar aspectos de sua vida e de sua produção literária.

Possíveis temas de redação: cultura brasileira, valorização da literatura, identidade nacional e preservação da memória.

Como usar no Enem: a biografia pode ser utilizada em uma redação sobre a importância do acesso à cultura e da preservação da produção intelectual brasileira. A trajetória de Guimarães Rosa também permite discutir como a literatura registra diferentes aspectos da sociedade e contribui para a construção da identidade cultural

4. Os Imortais, de Paulliny Tort

O romance acompanha um grupo de neandertais que passa a conviver com uma menina da espécie Homo sapiens, na Pré-História. A partir dessa relação e da luta pela sobrevivência, a narrativa aborda questões relacionadas à origem humana, ao medo, à morte e à descoberta.

Possíveis temas de redação: convivência entre grupos diferentes, diversidade, sobrevivência e origem da humanidade.

Como usar no Enem: o livro pode servir como ponto de partida para discutir a convivência entre pessoas com diferentes características e experiências. Para isso, o candidato deve explicar a relação entre a narrativa e o tema proposto, evitando usar a história apenas como uma comparação genérica.

5. Recapitulações, de Maria Valéria Rezende

O livro reúne 12 contos que revisitam obras de escritores como Machado de Assis, Franz Kafka, José Saramago, Júlio Cortázar e Carlos Drummond de Andrade. A autora imagina novas perspectivas para personagens e histórias já conhecidas, aproximando os clássicos de questões do presente.

Possíveis temas de redação: acesso à literatura, educação, formação cultural e interpretação de narrativas.

Como usar no Enem: a obra permite discutir a importância da leitura para desenvolver a interpretação crítica e conhecer diferentes visões de mundo. Em uma redação sobre educação, por exemplo, o estudante pode relacionar a literatura à formação de leitores capazes de analisar a realidade por diferentes perspectivas.

6. Bom Dia, Inverno, de Tamara Klink

A autora relata a experiência de passar oito meses isolada em um pequeno veleiro preso entre os gelos da Groenlândia. A obra reúne reflexões sobre a natureza, a solidão, a liberdade e as mudanças climáticas.

Possíveis temas de redação: mudanças climáticas, preservação ambiental, relação entre seres humanos e natureza.

Como usar no Enem: o relato pode ser relacionado à necessidade de preservar os ambientes naturais e compreender os efeitos das mudanças climáticas. Em uma redação sobre meio ambiente, a obra ajuda a introduzir uma discussão sobre a relação entre as atividades humanas e os ecossistemas.

7. Aquela que Restou, de Rene Karabash

Ambientado na Albânia, o romance acompanha Bekia, uma jovem criada para ocupar o lugar do filho homem que o pai desejava. Diante da possibilidade de um casamento arranjado, ela decide assumir outra identidade social, seguindo uma tradição dos Bálcãs conhecida como “virgem jurada”.

Possíveis temas de redação: direitos das mulheres, desigualdade de gênero, liberdade individual e imposição de papéis sociais.

Como usar no Enem: a trajetória da protagonista pode ser relacionada à discussão sobre as restrições impostas às mulheres por normas sociais e tradições. Em uma redação sobre desigualdade de gênero, o estudante pode utilizar a obra para contextualizar a luta pelo direito de decidir sobre a própria vida.

8. Desmascarando a inteligência artificial: minha missão para proteger o que é humano em um mundo de máquinas, de Joy Buolamwini

A pesquisadora Joy Buolamwini apresenta estudos sobre preconceitos raciais e de gênero identificados em sistemas de inteligência artificial. O livro combina experiências pessoais, ciência e ativismo para discutir como essas tecnologias podem reproduzir desigualdades existentes na sociedade.

Possíveis temas de redação: inteligência artificial, racismo algorítmico, discriminação e ética na tecnologia.

Como usar no Enem: a obra pode fundamentar uma discussão sobre os riscos de sistemas tecnológicos que reproduzem preconceitos. Em uma redação sobre inteligência artificial, o candidato pode argumentar que o desenvolvimento dessas ferramentas precisa considerar seus impactos sociais e adotar medidas para reduzir práticas discriminatórias.

9. Ajeum mi’u: confluências negras e indígenas em torno da alimentação, de Inara Nascimento e Rute Costa

O livro reúne reflexões sobre os sistemas alimentares brasileiros a partir de perspectivas indígenas e afro-brasileiras. A obra relaciona alimentação, cultura e território, destacando a contribuição desses grupos para as práticas alimentares no país.

Possíveis temas de redação: valorização dos povos indígenas, cultura afro-brasileira, segurança alimentar e diversidade cultural.

Como usar no Enem: a publicação pode ser relacionada à importância de reconhecer os conhecimentos e as tradições de diferentes grupos na formação da sociedade brasileira. Também pode contribuir para uma redação sobre alimentação, ao permitir discutir a relação entre hábitos alimentares, território e identidade cultural.

10. Aziri, de Luciany Aparecida

O poema é dividido em 11 partes e parte de uma fotografia do século XIX para contar a história de uma mulher africana apagada dos registros oficiais. A obra integra uma trilogia dedicada a mulheres negras do século XIX.

Possíveis temas de redação: racismo, apagamento histórico, representatividade negra e valorização da memória.

Como usar no Enem: o livro pode ser usado para discutir como determinados grupos foram excluídos dos registros históricos. Em uma redação sobre racismo ou representatividade, a obra permite argumentar sobre a importância de reconhecer as trajetórias de pessoas negras na construção da história brasileira e combater o apagamento de suas contribuições.

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