Não é ficção científica: hackers invadiram sistemas de refrigeração de supermercados em pelo menos sete países europeus e elevaram a temperatura de geladeiras e freezers para até 50°C. O resultado? Toneladas de alimentos perdidos, prateleiras vazias e um alerta máximo na União Europeia. O modus operandi é simples e assustador: os criminosos acessam remotamente o sistema de gestão dos equipamentos e ativam o modo de degelo, transformando câmaras frias em fornos. Ataques como esse começaram na França, em outubro, e se espalharam por Bélgica, Suécia, Irlanda, Holanda, Luxemburgo, Estônia e Finlândia. Ninguém reivindicou a autoria, mas as autoridades europeias falam em ‘guerra híbrida’ e ‘sabotagem à cadeia alimentar’. Na coluna Cultura Digital de hoje, Iverson Iório explica como esses ataques funcionam, por que geladeiras conectadas viraram alvo fácil e o que isso significa para a segurança da Internet das Coisas.
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Sua smart TV, a geladeira inteligente, a câmera de segurança.…


