Sem categoria

Análise: a corrida pelos apoios e a ilusão de que prefeito e vereador decidem eleição majoritária

CBN Paraíba

CBN Paraíba

CBN Paraíba


					Análise: a corrida pelos apoios e a ilusão de que prefeito e vereador decidem eleição majoritária

Urna eletrônica.

(Reprodução)

A pré-campanha na Paraíba caminha para o fim deixando uma marca evidente: a corrida frenética de pré-candidatos ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa em busca do apoio de prefeitos, vereadores e lideranças políticas.

É um movimento natural. Sempre foi.

O que chama a atenção, porém, é a convicção de parte dos pré-candidatos de que esse patrimônio político, por si só, será suficiente para definir o resultado das urnas.

Nas disputas proporcionais, essa lógica encontra respaldo na prática. Prefeitos e lideranças municipais têm influência direta sobre o desempenho de candidatos a deputado estadual e federal, especialmente pela estrutura política que conseguem mobilizar.

Nas eleições majoritárias, no entanto, a história pode ser diferente.

A corrida pelo Governo do Estado e pelo Senado passa, inevitavelmente, por fatores que extrapolam o mapa de apoios. Histórico político, capacidade de comunicação, desempenho em entrevistas e debates e a identificação do eleitor com o candidato costumam pesar tanto quanto — ou até mais — do que a quantidade de prefeitos no palanque.

Por isso, a contabilidade de 150, 160 ou mais gestores municipais pode render manchetes e fortalecer o discurso nos bastidores, mas não representa um passaporte para a vitória.

A Paraíba já conheceu o tempo em que o chamado voto de liderança — herança do antigo voto de cabresto dos coronéis — praticamente determinava o resultado das eleições, sobretudo no interior. Hoje, apesar da influência que prefeitos ainda exercem, o comportamento do eleitor indica uma realidade diferente.

Isso não significa ignorar o peso das máquinas municipais. As prefeituras movimentam uma estrutura robusta de aliados e cabos eleitorais, capaz de impulsionar candidaturas e, em alguns casos, desequilibrar uma disputa.

Mas esse poder tem limites.

Nas eleições majoritárias, o voto continua sendo individual. E, na cabine de votação, nem sempre a orientação da liderança política prevalece sobre a avaliação que o eleitor faz de cada candidato.

É justamente por isso que a matemática dos apoios nem sempre fecha quando as urnas são abertas.

Compartilhe

Anterior
Quatro suspeitos de integrar organização criminosa do Rio de Janeiro são presos em Galante
Próximo
Ronaldinho Gaúcho encontra sósia paraibano durante festa em Sousa; veja vídeo
Veja também
Ronaldinho Gaúcho encontra sósia paraibano durante festa em Sousa; veja vídeo
Quatro suspeitos de integrar organização criminosa do Rio de Janeiro são presos em Galante