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Com Nabor em convenção, direção do PT na Paraíba abraça o pragmatismo e esquece ideologia

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					Com Nabor em convenção, direção do PT na Paraíba abraça o pragmatismo e esquece ideologia

João Paulo Medeiros

A Executiva estadual do PT na Paraíba deixou de lado qualquer análise ideológica, conteúdo programático e alinhamento com as bandeiras históricas defendidas pelo partido; e abraçou o pragmatismo. Isso ao levar ao palanque na convenção da legenda, nesta quinta-feira (30), o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pré-candidato do Republicanos ao Senado. 

O Republicanos, partido de Nabor, tem a maior parte de sua base alinhada ao bolsonarismo e costuma se autodeclarar o partido “mais conservador do Brasil”. 

Somente isso já seria suficiente para constatar a distância entre o seu projeto de chegar ao Senado e a história do PT paraibano. Nabor é ‘apadrinhado’ pelo filho, Hugo Motta (Rep), que vez por outra costuma entrar em rota de colisão com o Governo petista no Congresso. 

Mas o contexto em que essa participação ocorreu aprofunda ainda mais esse fosso. 

É que a maior parte da militância do PT tem declarado apoio ao senador Veneziano Vital (MDB) e ao ex-governador João Azevêdo (PSB), aliados históricos de Lula (PT). E o próprio presidente já declarou apoio aos dois para o Senado. 

Ainda assim, sob a justificativa de não desagradar Hugo Motta, o partido estendeu o tapete ao ex-prefeito – causando confusão e ambiguidade no posicionamento para a disputa senatorial. 

O efeito disso foi que Nabor foi vaiado durante o seu discurso no evento e causou desconfortos na militância, que esperava uma demonstração inequívoca de apoio ao governador Lucas e aos projetos de Veneziano e João para o Senado. 

A ata da convenção, aliás, ainda não foi divulgada.

Ao que tudo indica nela estará a formalização dos apoios a Lucas, João e Veneziano; mas não constará a posição incongruente de uma direção estadual que, em nome do pragmatismo, aceitou dar palanque a alguém que se eleito dificilmente defenderá bandeiras petistas no Congresso Nacional. Deve seguir, claro, o partido no qual está filiado: o mais “conservador do Brasil”. 

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