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Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo e afeta preço da gasolina em João Pessoa

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					Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo e afeta preço da gasolina em João Pessoa

Em determinados estabelecimentos da capital, o litro da gasolina já está sendo vendido entre R$ 6,50 e R$ 6,70.

Divulgação Secom/PMJP

A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, já começa a gerar reflexos no preço dos combustíveis na Paraíba. Mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, consumidores já encontram aumento no valor da gasolina em alguns postos de João Pessoa.

Em determinados estabelecimentos da capital, o litro da gasolina já está sendo vendido entre R$ 6,50 e R$ 6,70, o que tem preocupado os consumidores. Até o momento, porém, não houve reajuste nas refinarias da Petrobras, responsável pela política de preços no país.

De acordo com o economista Cássio Besarria, em entrevista concedida a TV Cabo Branco, a tensão geopolítica tem pressionado o mercado internacional do petróleo, que já registra alta expressiva desde o início do conflito, no fim de fevereiro. O barril do petróleo já ultrapassou os 100 dólares, o que aumenta o custo de importação de combustíveis.

Segundo o especialista, cerca de 30% do combustível consumido no Brasil é importado, o que faz com que distribuidoras sintam mais rapidamente os efeitos da alta internacional.

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Na Paraíba, o impacto pode ser ainda maior. Dados apontam que mais de 50% dos produtos importados pelo estado são petróleo ou derivados, o que torna a economia local mais sensível às oscilações do mercado externo.

Outro ponto de atenção é o Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de 25% do petróleo comercializado no mundo. O conflito na região tem provocado gargalos logísticos e navios aguardam autorização para atravessar a área, o que aumenta a pressão sobre os preços.

O economista alerta que, caso a crise internacional se prolongue, pode haver repasse para os preços domésticos, o que impactaria diretamente o custo do transporte e a inflação, já que cerca de 70% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias.

Enquanto não há reajuste oficial nas refinarias, órgãos de defesa do consumidor orientam que motoristas fiquem atentos a aumentos considerados abusivos, que podem ser investigados pelos órgãos de fiscalização, como o Procon.

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