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Eleições 2026: mais de 7,6 mil policiais devem reforçar segurança na Paraíba durante votação

CBN Paraíba

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					Eleições 2026: mais de 7,6 mil policiais devem reforçar segurança na Paraíba durante votação

Viatura da Polícia Militar da Paraíba.

Divulgação/PMPB

Mais de 7,6 mil policiais militares e civis devem atuar na segurança das Eleições 2026 na Paraíba. O efetivo faz parte do planejamento das forças de segurança do Estado para garantir a ordem pública, a proteção dos locais de votação e o atendimento de ocorrências durante o pleito.

A Polícia Militar da Paraíba (PMPB) informou ao Jornal da Paraíba que deve empregar cerca de 6,2 mil policiais durante as eleições. A atuação inclui a guarda das urnas eletrônicas, a segurança dos locais de votação e de magistrados, além do policiamento ostensivo e da manutenção da ordem pública. O planejamento da corporação integra a Operação Voto Seguro 2026.

Já a Polícia Civil da Paraíba (PCPB) apresentou um plano de ação próprio para o período eleitoral, com 1.264 policiais do efetivo ordinário e 171 em reforço, totalizando 1.435 policiais. A instituição também disponibilizará 313 viaturas, entre caracterizadas e descaracterizadas.

A operação da Polícia Civil será realizada de forma integrada com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e os demais órgãos que integram o sistema de segurança e a Justiça Eleitoral.

Reforço em três municípios

Além do efetivo distribuído pelo estado, os municípios de Bayeux, Itabaiana e Piancó terão um reforço especial de segurança. A medida envolve policiais do Batalhão de Choque, Rotam e Cavalaria.

Segundo o comandante da Polícia Militar, coronel Ronildo, o efetivo especializado será deslocado para os municípios antes da eleição. A previsão é que os policiais façam o reconhecimento da área e atuem no policiamento ostensivo e em operações de combate à criminalidade e a situações que possam interferir no processo eleitoral.

Os três municípios haviam sido alvo de pedidos de tropas federais para reforçar a segurança durante as eleições. Os pedidos, no entanto, foram indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Em Bayeux e Itabaiana, a preocupação apresentada à Justiça Eleitoral estava relacionada à atuação de facções criminosas. Em Piancó, o pedido foi motivado pela animosidade eleitoral.

Polícia Civil terá atuação em todo o estado


					Eleições 2026: mais de 7,6 mil policiais devem reforçar segurança na Paraíba durante votação

Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil informou que os reforços serão prioritariamente direcionados aos municípios que são sedes de delegacias seccionais. Entre eles estão João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Alhandra, Mamanguape, Sapé, Campina Grande, Queimadas, Esperança, Picuí, Monteiro, Juazeirinho, Patos, Princesa Isabel, Itaporanga, Catolé do Rocha, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Itabaiana e Solânea.

As equipes serão distribuídas pelas quatro Superintendências Regionais de Polícia Civil, sediadas em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira. Delegados, escrivães e investigadores estarão responsáveis pelo atendimento de ocorrências e pelos procedimentos de Polícia Judiciária.

Também haverá emprego de equipes especializadas do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco), do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Grupo de Operações com Cães (GOC) em municípios considerados pontos de atenção pela Justiça Eleitoral.

Investigação de crimes eleitorais

A Polícia Civil também poderá atuar na prevenção e repressão de crimes eleitorais, de forma suplementar, nos locais onde não houver atuação da Polícia Federal.

Nessas situações, caberá à instituição registrar ocorrências, realizar procedimentos policiais em casos de flagrante e instaurar inquéritos por iniciativa própria, por requisição do Ministério Público Eleitoral ou por determinação da Justiça Eleitoral.

A corporação também terá equipes de inteligência de plantão durante o período eleitoral. A Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol) ficará responsável pela produção, análise e difusão de informações para subsidiar decisões relacionadas à segurança e à preservação da ordem pública.

A Diretoria de Estatística Criminal e Análise de Dados (Diest) também participará do planejamento, com a consolidação e análise das ocorrências e procedimentos registrados durante o período eleitoral.

Estrutura para o primeiro e possível segundo turno

O plano da Polícia Civil prevê atuação durante todo o período eleitoral, desde o início da propaganda até o dia seguinte ao segundo turno.

Para o primeiro turno, a operação de segurança está prevista entre os dias 2 e 4 de outubro. Caso haja segundo turno, a atuação ocorrerá entre 23 e 25 de outubro.

A estrutura inclui ainda reforço nas equipes responsáveis pelas perícias nos cinco núcleos de Polícia Científica, além da manutenção do atendimento nas delegacias, Centrais de Flagrantes e pelo Disque-Denúncia 197.

A Polícia Civil também terá representantes nos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira durante o primeiro turno.

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