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Eliza Virgínia critica escolha de Erika Hilton para Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados

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					Eliza Virgínia critica escolha de Erika Hilton para Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados

Foto: Reprodução/Youtube.

A vereadora de João Pessoa Eliza Virgínia (PP) usou a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa nesta quinta-feira (12) para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Durante discurso, Eliza afirmou que a indicação da parlamentar, que é uma mulher trans, representa um “erro” na condução do colegiado. 

“Colocar a Comissão de Direitos das Mulheres para Erika Hilton, com todo respeito, é a mesma coisa que colocar um analfabeto para dirigir a secretaria da Educação. Mulher trans não é igual a mulher. Eu defendo o direito de ser chamada de mulher. Estamos em protesto, reunindo deputadas e mulheres do Brasil para corrigir esse absurdo que foi cometido”, afirmou.

A vereadora também acusou a deputada de ter postura misógina e criticou posições da deputada em votações no Congresso relacionadas ao endurecimento de penas para crimes de estupro.

Na mesma fala, Eliza questionou a forma como pessoas trans são tratadas em debates sobre identidade de gênero. “Se ela pode me chamar de pessoa que gesta, pessoa que menstrua, então eu posso chamar ela de quê? De pessoa que tem o quê? De pessoa com pênis ou de pessoa que ejacula? Ela também não vai ser chamada do que ela quer”, disse.

Eleição na Câmara

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu Erika Hilton como presidente do colegiado na quarta-feira (11). A deputada recebeu 11 votos, contra dez votos em branco.

Ela substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que ocupava o comando da comissão.

No discurso de posse, Hilton destacou o simbolismo de ser a primeira mulher trans a presidir o colegiado e afirmou que pretende conduzir a gestão com diálogo. “Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou.

Entre as prioridades anunciadas pela nova presidente estão:

  • fiscalizar a rede de proteção e as Casas da Mulher Brasileira;
  • enfrentar a violência política de gênero;
  • promover políticas de saúde integral para as mulheres.

Polêmicas envolvendo Eliza

A vereadora Eliza Virgínia tem protagonizado polêmicas por sua atuação na Câmara Municipal nos últimos ano. Em outubro do ano passado, ela foi obrigada pela Justiça Comum a retirar postagens em suas redes sociais por contar discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIA+. No dia seguinte, foi à tribuna com a boca vendada, em sinal de protesto. 

Há também um processo em tramitação na Justiça Federal movido pelo Ministério Público Federal (MPF) por incitação ao ódio e discriminação contra a população LGBTQIA+ nas redes sociais.

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