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Entenda vistoria pela qual ônibus escolar deveria ter passado

CBN Paraíba

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Ônibus escolar de Pilões tombou na Ladeira do Espinho.

Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

A promotora de Justiça Flávia Cristina Dantas explicou, nesta quarta-feira (2), explicou como funciona a vistoria pela qual ônibus escolar envolvido em acidente deveria ter passado, desde novembro de 2024. A informação da fiscalização atrasada é do Detran-PB.

O ônibus tombou entre Pilões e Cuitegi, na PB-077. Dois adolescentes morreram e outras 31 pessoas ficaram feridas. Como havia passado por vistoria obrigatória para transportes escolares, veículo estava proibido de circular.

Segundo a promotora Flávia Cristina Dias, para garantir a segurança, os transportes escolares precisam passar por uma vistoria semestralmente. No caso do ônibus envolvido no acidente de Pilões, a última deveria ter sido realizada em novembro. Ela destacou que existe, inclusive, um termo de cooperação firmado pelo Ministério Público com Detran, TCE, Imetro, Polícia Militar e PRF para a operacionalização dessas fiscalizações.

Então, são feitas vistorias para que a gente possa trazer um pouco de mais de segurança para crianças e adolescentes e que os veículos sejam verificados se estão cumprindo todos os requisitos de segurança.

O que se sabe até agora sobre acidente com transporte escolar 

Itens obrigatórios para veículos escolares

Dilo Alves, coordenador de Vistoria de Transportes Escolares do Detran explicou que os ônibus escolares precisam ter, entre outras questões, itens obrigatórios como:

Cinto de segurança;

Pneus em boas condições;

Extintor de incêndio.

Além disso, a fiscalização avalia como está a parte técnica do veículo e se o motorista está habilitado.

Veículo não poderia transitar

A promotora de Justiça Flávia Cristina ressaltou que essa vistoria torna os veículos autorizados a transitar, pois atesta que estão cumprindo todas as normas de segurança. “Todo veículo que transporta crianças e adolescentes, um transporte escolar, ele tem que passar por uma vistoria para que seja autorizado a transitar pelas vias, sejam rurais, sejam urbanas e o ter o selo do Detran autorizando”.

Dilo Alves, coordenador de Vistoria de Transportes Escolares do Detran-PB, complementou que, quando vistoriados e autorizados a circular, os veículos escolares recebem um selo do Detran-PB. Caso não possuam este selo atualizado, o transporte está proibido de transitar. ” Uma vez não levado esse veículo à vistoria, ele não recebe o selo, então ele não pode transitar na via pública e pode ser apreendido em qualquer apreensão da PRF ou da PM”, alertou.

Vítimas do acidente 

Estudantes morreram em acidente com ônibus escolar..

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco.

Gustavo Batista Belo da Silva tinha 13 anos e era aluno de uma escola particular, localizada em Guarabira. Em nota, a instituição de ensino se solidarizou com familiares e amigos da vítima.

Já Fátima Antonella Guedes de Albuquerque, era aluna da 2ª série do ensino médio, da Escola Cidadã Ténica Integral Dom Marcelo Pinto Carvalheira, também situada em Guarabira. Na unidade, ela também fazia parte do curso técnico de informática.

Outras 31 pessoas ficaram feridas. Entre os feridos também está uma menina de 18 anos que teve a mão decepada.

Os feridos foram levados para o Hospital Regional de Guarabira, Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e UPA de Guarabira.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), duas crianças com escoriações leves foram atendidas nas UPA de Guarabira.

O restante foi encaminhado ao Hospital Regional de Guarabira. Após o atendimento inicial, oito pacientes receberam alta, e sete foram transferidos para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A oitava vítima foi admitida na unidade hospitalar durante a tarde.

Dos pacientes internados no Hospital de Trauma de João Pessoa, cinco receberam alta. Os outros quatro seguem internados, inclusive o motorista, de acordo com o último boletim divulgado na manhã desta quarta-feira (2).  

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