Mulher encontrada carbonizada dentro de mala em João Pessoa foi morta por namorado, diz polícia – Foto: Polícia Civil. Gustavo Demétrio
A Polícia Civil da Paraíba identificou, neste sábado (14), o homem que ateou fogo na mala onde estava o corpo da francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, encontrada morta em João Pessoa. Segundo a investigação, ele ainda não foi localizado, e a polícia segue em diligências.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Cavalcanti , o homem, que vive em situação de rua, vai ser ouvido, mas não deve ser responsabilizado criminalmente, já que não teve participação direta na morte. Conforme a Polícia Civil, ele recebeu uma porção de maconha para colocar fogo na mala, a pedido do namorado da vítima.
Além disso, a investigação confirmou uma nova informação pericial: foi identificado sangue no apartamento onde Chantal morava. A dinâmica do crime ainda está sendo investigada.
LEIA TAMBÉM:
Imagens de dois circuitos de segurança mostram Altamiro Rocha dos Santos, responsável por matar a francesa Chantal Etiennette, de 73 anos, descendo com o corpo de Chantal em uma mala, no prédio onde moravam, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.
O suspeito foi encontrado morto, decapitado e com as mãos amarradas um dia depois do crime, na últimaz quinta-feira (12), no bairro João Agripino, em João Pessoa. A Polícia Civil suspeita que a morte dele pode ter relação com a atuação de integrantes de uma facção criminosa, que não teriam gostado do crime ter atraído a polícia para a região do bairro de Manaíra. Ninguém foi preso pela morte dele.
A Polícia Civil também informou que o homem utilizava drogas e que a mulher francesa não aceitava isso. Um episódio de discussão foi registrado por vizinhos há algumas semanas, mas conforme as investigações as discussões não eram constantes. O caso é tratado como feminicídio.
O caso da morte da francesa é tratado como elucidado pela Polícia Civil, mas um inquérito está em curso para apurar a morte do homem.
Passo a passo do caso
De acordo com a Polícia Civil, a mulher saiu pela última vez do apartamento onde ela estava no sábado (7) e o namorado dela chega a sair do local para pegar um galão de álcool. Veja abaixo.
- 07/03 (Sábado) – 17h35 – Vítima saiu do apartamento;
- 07/03 (Sábado) – 18h30 – Vítima retorna para o apartamento, e não sai mais;
- 09/03 (Segunda) – 22h00 – Namorado dela sai com o galão para comprar álcool;
- 09/03 (Segunda) – 22h16min – Namorado retorna com o galão com álcool;
- 10/03 (Terça) – 22h06min – Namorado sai do apartamento com o corpo da vítima dentro de mala;
- 10/03 (Terça) – 22h36min – Namorado deixa o corpo da vítima na calçada;
- 10/03 (Terça) – 23h04min – Namorado retorna ao apartamento com o carrinho que levou a mala;
- 11/03 (Quarta) – 01h50min – Namorado retorna ao local com o galão de álcool e encontra com um morador de rua;
- 11/03 (Quarta) – 01h55min – Homem em situação de rua ateou fogo na vítima.
O delegado Thiago Cavalcanti diz que os elementos da investigação apontam que na terça-feira (10) pela manhã a mulher já estava morta.
Relembre os casos
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um homem ateou fogo no corpo de uma mulher, em João Pessoa, na madrugada desta quarta-feira (11). O caso ocorreu em frente a um prédio residencial na Rua Francisco Brandão, no bairro de Manaíra.
Nas imagens gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver, ao fundo, quando o suspeito de atear fogo no corpo da mulher sai caminhando. O homem que ateou fogo não é o mesmo que matou a mulher.
O médico legista Flávio Fabres do Instituto de Polícia Científica (IPC), para onde o corpo da mulher foi encaminhado, informou que a causa da morte foi golpes de faca na região do tórax.
Já na manhã da quinta-feira (12), o corpo de um homem foi encontrado com as mãos e pés amarrados, no bairro do João Agripino. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado por moradores no início da manhã. Eles acionaram a Polícia Militar, que esteve no local para os primeiros procedimentos. Ninguém na região reconheceu a vítima e nenhum parente esteve no local.
“Ele apresentava uma lesão profunda no pescoço, esgorjamento. Não apresentava outras lesões. Estava com as mãos e os pés amarrados. Nenhum parente esteve no local”, disse a delegada Maria das Dores.

