Jhony foi o candidato indicado por João para disputar a prefeitura de Campina Grande em 2024. João Paulo Medeiros
A saída do ex-secretário de Estado da Saúde, Jhony Bezerra (Avante), da base de João Azevêdo (PSB), segue repercutindo e ganhando novos capítulos. Depois de anunciar sua adesão à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB), o médico afirmou à Rádio CBN que o rompimento na base foi um movimento que partiu do governador.
Jhony diz que não encontrou garantias de que poderia ser candidato este ano no PSB, de João Azevêdo.
E viu diversos aliados sendo exonerados dos cargos para dar espaço a indicações de outros integrantes da base. O médico cita, por exemplo, a indicação de um familiar do deputado Adriano Galdino para a direção do Hospital de Trauma de Campina Grande; além de mudanças no Hospital de Clínicas.
“Quando eu tomo a decisão de ir para o Avante – que era um partido que estava indo para a base do governo –, o governador não gostou. Ele me pediu o cargo da PB Saúde. O cargo cabe ao governador, mas o trabalho que fiz não foi levado em consideração. Eu digo que vou continuar votando nele e no outro dia meus aliados são exonerados. Isso é rompimento. Quem rompeu comigo foi o governador”, disse Jhony Bezerra.
As rusgas entre João Azevêdo e Jhony Bezerra começaram desde o fim do processo eleitoral de 2024, em Campina Grande, quando o médico foi o candidato indicado pelo governador e obteve mais de 98 mil votos – mas não conseguiu retornar para o comando da Saúde estadual.
Jhony garante que existia um acordo para que ele voltasse à chefia da secretaria.
“Quando eu não voltei para a Saúde, Cícero foi a primeira pessoa a me dar a mão, me convidando para colaborar com a Saúde de João Pessoa. A política é feita de gestos. Depois que eu comecei a sofrer perseguições, ainda estando na base (de João Azevêdo), eu tive que enxergar que eu não era valorizado e ter a coragem de sair”, completou Jhony Bezerra.
Texto: Gabriel Abdon
