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Lá Vem o Enem: videoaula explica como crise climática no semiárido pode cair no Enem

CBN Paraíba

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Se você está estudando para o Enem, já coloca crise climática no semiárido no radar! O tema é abordado pelo professor de Geografia Paulo Vital em uma nova videoaula do Lá Vem o Enem, que explica as características do clima, os fatores naturais que contribuem para sua formação e os impactos provocados pela ação humana.

O conteúdo faz parte da área de Ciências Humanas e começa pela própria definição do clima semiárido. Segundo Paulo, ele está presente no interior do Nordeste e em parte do Norte de Minas Gerais e apresenta temperaturas elevadas e baixos índices de chuva.

“Quando nós observamos as características gerais do clima semiárido, primeiro a área de abrangência, o interior do Nordeste e parte do Norte de Minas Gerais. Diga-se de passagem, um clima quente, onde os índices pluviométricos podem atingir no máximo 800 mm, quando a média nacional é de 2.000 mm. Por aí você já percebe que o clima semiárido realmente é irregular, instável, com baixo índice pluviométrico”, disse o professor.

Quais são as características do clima semiárido?

Antes de entender a crise climática no semiárido, é importante saber como esse clima funciona.

De acordo com o professor, as temperaturas ficam entre 23°C e 27°C ao longo do ano e podem superar essa faixa em períodos de seca. A umidade relativa do ar pode chegar a, no máximo, 50% e, durante secas prolongadas, cair para 10% ou 15%.

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					Lá Vem o Enem: videoaula explica como crise climática no semiárido pode cair no Enem

Lá Vem o Enem: videoaula explica como crise climática no semiárido pode cair no Enem.

Reprodução / Lá Vem o Enem

Mas o que isso significa? Quando se fala em umidade relativa do ar, o conceito está relacionado à quantidade de vapor d’água presente na atmosfera. Segundo Paulo, esses períodos de baixa umidade podem prejudicar o solo, as pessoas e todo o ecossistema local.

“Em épocas de crise, de seca prolongada, esse índice pode cair até 15% de umidade relativa, o que é extremamente prejudicial não somente para a vida do solo, para a vida das pessoas”.

E onde entra a ação humana?

Agora atenção para outro conceito importante da aula: ação antrópica.

O termo se refere à interferência humana no meio ambiente. No semiárido, segundo o professor, algumas práticas podem intensificar os impactos sobre o solo e o ecossistema.

Entre elas estão as queimadas utilizadas para limpar o solo antes do plantio. Além de aumentar a temperatura do ambiente, elas destroem microorganismos presentes no solo.

“O sertanejo, a população local, usa das queimadas para limpar o solo para realizar o plantio, o que é extremamente danoso ao próprio solo, porque a queimada não só aumenta a temperatura no ambiente, como também destrói toda a parte dos microorganismos ou a composição microbiana desse solo”, explicou.

Outra questão apresentada é o uso de sistemas de irrigação e ocupação agrícola de forma irregular, sem considerar características do relevo.

Quando as chuvas acontecem nessas áreas, essa ocupação pode contribuir para processos como desgaste e erosão do solo.

A combinação desses fatores pode provocar diferentes impactos ambientais. Entre eles estão a desertificação, a perda da vida microbiana do solo e a redução da vazão hídrica.

Por isso, na hora de estudar crise climática no semiárido para o Enem, vale conectar os conceitos: primeiro, as características naturais do clima; depois, a interferência humana; e, por fim, as consequências para o solo, a água e o ecossistema.

Quer revisar mais conteúdos de Geografia para o Enem? Cola no Lá Vem o Enem e acompanhe as videoaulas para continuar os estudos!

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