Literatura de Cordel na Paraíba. Foto: Shutterstock..
Literatura de Cordel na Paraíba. Foto: Shutterstock.
A Literatura de Cordel se tornou patrimônio cultural imaterial da Paraíba, em virtude de sua relevância como manifestação cultural e de identidade do Estado. A proposta, de autoria da deputada Cida Ramos (PT), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira (2).
Cida Ramos justificou, ao apresentar o projeto, que a Literatura de Cordel “representa não apenas uma valorização da herança cultural do estado, mas também um compromisso com a preservação, a educação e a valorização das tradições populares que formam a essência da identidade paraibana.”
Diante da sua relevância, a Literatura de Cordel foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2018, como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.
Literatura de Cordel
O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe. Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.
Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma espécie de varal.
De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.