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Mãe de interno que deixou casa de acolhida, na PB, denuncia ‘situação precária’ do filho

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					Mãe de interno que deixou casa de acolhida, na PB, denuncia 'situação precária' do filho

Mãe viaja 10 horas para encontrar filho após saída de internos de instituição em Santa Rita, na PB, e relata situação precária.

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A mãe de uma das pessoas acolhidas em instituição de reabilitação viajou cerca de 10 horas para encontrar o filho, que integra parte do grupo de internos que deixou granja em Santa Rita, na Grande João Pessoa, e passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230. À TV Cabo Branco, mulher relatou que não foi informada pelos responsáveis e que encontrou filho em situação precária.

A mulher que trabalha como lavradora no município de Itabaiana, em Sergipe, relatou à TV Cabo Branco que enviava R$ 1500 reais por mês para manter o filho na casa de acolhimento. Além disso, ela também enviava itens pessoais, como roupas e chinelo.

“Mas ele está aqui numa situação precária descalço, sofrendo com fome e com sede”, disse.

A mãe do interno disse ainda, que foi avisada pela mãe de outra pessoa acolhida para que ela visse buscar o filho.

“A instituição não entrou em contato com a nossa família. Nem comigo nem com ninguém para avisar que eles tinham fugido. Eu não sei o que aconteceu”, relata.

Segundo a mulher, a instituição fazia uma chamada de vídeo entre internos e familiares a cada 15 dias. Nesta semana, ela estranhou não ter notícia e entrou em contato com os responsáveis pelo lugar.

“Ele falou que eles iam adiar a chamada vídeo para semana que vem porque os acolhidos iriam entrar em um retiro espiritual e a internet estava ruim”, disse.


					Mãe de interno que deixou casa de acolhida, na PB, denuncia 'situação precária' do filho

Mais de 100 pessoas deixaram casa de acolhida por condições precárias, diz PM.

(Foto: Zuila David / TV Cabo Branco)

PM diz que grupo deixou casa de acolhida por condições precárias

De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas, que não foram detalhadas.

Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las.

LEIA TAMBÉM: Dono de granja usada como casa de acolhida na PB diz que se ‘espantou’ com número de internos

Agressão foi registrada no local

A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. Segundo a TV Cabo Branco, o episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.

Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.

“Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares”, disse.

Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco.

O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.

Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

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