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MP aciona Justiça para cobrar medidas de segurança em reservatórios da Cagepa, em Campina Grande

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					MP aciona Justiça para cobrar medidas de segurança em reservatórios da Cagepa, em Campina Grande

MP aciona Justiça para cobrar medidas de segurança em reservatórios da Cagepa, em Campina Grande – Foto: TV Cabo Branco.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuízou uma ação civil pública na Justiça da Paraíba requerendo a realização de auditoria técnica independente em 22 reservatórios de Campina Grande, após um rompimento do reservatório de água no bairro da Prata, que matou uma idosa e deixou casas destruídas, no ano passado. A ação foi divulgada nesta quinta-feira (22).

Na ação, o MP solicita também a elaboração de um plano de intervenção para recuperação das estruturas de reservatórios, com prioridade para os reservatórios R9, no bairro de Santa Rosa, e R14, em São José da Mata. O Ministério Público também pede a adoção de providências para proteger moradores que estejam em áreas sujeitas a inundações em caso de rompimento de outras estruturas.

A ação foi ajuizada pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, que atua na defesa do meio ambiente e do patrimônio social, e tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande.

De acordo com o promotor Hamilton Neves, o órgão quer que a Cagepa elabore um cronograma e estabeleça uma comissão permanente de verificação dos reservatórios de água.

“A Cagepa faz uma inspeção visual, que é muito superficial, não indica nem garante a segurança desses reservatórios, conforme apontado pelo laudo do IPC e pela UFCG. É preciso que sejam realizados ensaios técnicos aprofundados para que garanta a segurança de todos os reservatórios”, afirmou.

Além da solicitação acerca desses reservatórios, o MP também pediu o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e ativos financeiros da Cagepa, com objetivo garantir a execução imediata de despesas e obras de contenção.

O órgão cita laudos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e também da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que apontaram o colapso estrutural do reservatório, que resultou na combinação de falhas de projeto, erros de execução e falta prolongada de manutenção.

O Jornal da Paraíba entrou em contato com a Cagepa, que disse que ainda não foi oficialmente notificada e, quando isso acontecer, “adotará as providências cabíveis”.

Relembre o caso

Um reservatório de água rompeu na manhã de 8 de novembro de 2025, no bairro da Prata, em Campina Grande, causando o desabamento de pelo menos três casas. Uma idosa morreu e outras duas pessoas ficaram feridas.

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), responsável pelo reservatório, lamentou, por meio de nota, o acidente e manifestou pesar pela morte da idosa. Segundo a Cagepa, as circunstâncias do caso estão sendo apurados e equipes técnicas e de assistência foram enviadas para o local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Polícia Civil foram acionados. Não houveram vítimas soterradas.

Por conta do rompimento, 40 bairros de Campina Grande e os municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas ficaram com o abastecimento de água temporariamente interrompido no decorrer do sábado. O retorno do abastecimento ocorreu gradualmente no domingo (9).

Por conta da força da enxurrada provocada pelas águas do reservatório, alguns postes da rede de energia elétrica ficaram danificados. Em nota, a Energisa informou que o rompimento causou “danos complexos à rede elétrica”. Houve interrupção do fornecimento de energia, mas, com o uso de recursos de religamento automático, o serviço foi restabelecido de forma imediata.

As equipes da Energisa também foram ao local para dar suporte ao Corpo de Bombeiros, trabalhando na recomposição dos postes para normalização completa do fornecimento. Por medida de segurança, foi realizado o desligamento provisório da energia no local do acidente.

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