Mulher encontrada carbonizada dentro de mala em João Pessoa foi morta por namorado, diz polícia – Foto: Polícia Civil.
A mulher encontrada morta dentro de uma mala e carbonizada, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, na terça-feira (10), foi assassinada pelo namorado, também encontrado morto, no bairro João Agripino, na quinta-feira (12), de acordo com informações da Polícia Civil. O caso é tratado como feminicídio.
Conforme as investigações, a mulher encontrada carbonizada foi Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, de nacionalidade francesa, enquanto o homem foi identificado como Altamiro Rocha dos Santos, gaúcho. Veja a foto de ambos abaixo.
Ainda conforme a apuração, o homem morto decapitado era namorado da mulher desde a pandemia, quando ambos se aproximaram e ela começou a ajudar ele.
A Polícia Civil suspeita que a morte do namorado da mulher aconteceu por integrantes de uma facção criminosa, que não teria gostado do crime ter atraído a polícia para a região do bairro de Manaíra. Ninguém foi preso por esse outro crime.
O homem que matou a mulher não é o mesmo que ateou fogo no corpo dela. O suspeito que aparece em imagens de câmeras de segurança é uma pessoa em situação de rua, que conforme a investigação, aceitou fazer isso em troca de droga, após acordo com namorado da vítima. Ele não foi encontrado até a última atualização desta reportagem.
A Polícia Civil também informou que o homem utilizava substâncias como drogas e que a mulher francesa não aceitava isso. Um episódio de discussão foi registrado por vizinhos há algumas semanas, mas conforme as investigações as discussões não eram constantes.
O caso da morte da francesa é tratado como elucidado pela Polícia Civil, mas um inquérito está em curso para apurar a morte do homem.
Também de acordo com a Polícia Civil, como a mulher morta é francesa e não tem familiares na Paraíba, a corporação deve acionar o consulado da França no país para tentar localizar familiares que possam retirar o corpo.
No que diz respeito ao corpo do homem, erm caso de não haver familiares dele, a polícia na Paraíba deve acionar a Polícia Civil no Rio Grande do Sul, para saber se ele tem algum parente que possa retirar o corpo.
Passo a passo do caso
De acordo com a Polícia Civil, a mulher saiu pela última vez do apartamento onde ela estava no sábado (7) e o namorado dela chega a sair do local para pegar um galão de álcool. Veja abaixo.
- 07/03 (Sábado) – 17h35 – Vítima saiu do apartamento;
- 07/03 (Sábado) – 18h30 – Vítima retorna para o apartamento, e não sai mais;
- 09/03 (Segunda) – 22h00 – Namorado dela sai com o galão para comprar álcool;
- 09/03 (Segunda) – 22h16min – Namorado retorna com o galão com álcool;
- 10/03 (Terça) – 22h06min – Namorado sai do apartamento com o corpo da vítima dentro de mala;
- 10/03 (Terça) – 22h36min – Namorado deixa o corpo da vítima na calçada;
- 10/03 (Terça) – 23h04min – Namorado retorna ao apartamento com o carrinho que levou a mala;
- 11/03 (Quarta) – 01h50min – Namorado retorna ao local com o galão de álcool e encontra com um morador de rua;
- 11/03 (Quarta) – 01h55min – Homem em situação de rua ateou fogo na vítima.
O delegado Thiago Cavalcanti diz que os elementos da investigação apontam que na terça-feira (10) pela manhã a mulher já estava morta.
Relembre os casos
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um homem ateou fogo no corpo de uma mulher, em João Pessoa, na madrugada desta quarta-feira (11). O caso ocorreu em frente a um prédio residencial na Rua Francisco Brandão, no bairro de Manaíra.
Nas imagens gravadas por uma câmera de segurança, é possível ver, ao fundo, quando o suspeito de atear fogo no corpo da mulher sai caminhando. O homem que ateou fogo não é o mesmo que matou a mulher e, este, ainda não foi identificado.
O médico legista Flávio Fabres do Instituto de Polícia Científica (IPC), para onde o corpo da mulher foi encaminhado, informou que a causa da morte foi golpes de faca na região do tórax.
Já na manhã da quinta-feira (12), o corpo de um homem foi encontrado com as mãos e pés amarrados, no bairro do João Agripino. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado por moradores no início da manhã. Eles acionaram a Polícia Militar, que esteve no local para os primeiros procedimentos. Ninguém na região reconheceu a vítima e nenhum parente esteve no local.
“Ele apresentava uma lesão profunda no pescoço, esgorjamento. Não apresentava outras lesões. Estava com as mãos e os pés amarrados. Nenhum parente esteve no local”, disse a delegada Maria das Dores.
Conforme a corporação, os casos têm ligação.

