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OPINIÃO: O exemplo de Márcio Murilo na condução da própria posse

CBN Paraíba

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					OPINIÃO: O exemplo de Márcio Murilo na condução da própria posse

divulgação/TRE-PB

A posse do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos na presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), na última quinta-feira (12), teve um detalhe que acabou dizendo muito sobre o estilo de gestão que ele pretende imprimir à Corte.

Mais do que os discursos protocolares ou as homenagens de praxe, o que chamou atenção foi algo simples; e cada vez mais raro no serviço público: respeito ao tempo.

A solenidade estava marcada para as 17h e começou pontualmente no horário.  

Mais cedo, Márcio Murilo havia orientado o cerimonial sobre a pontualidade. Também avisou ao decano da Corte, o juiz Roberto D’Horn, responsável por conduzi-lo ao recinto, que chegasse no horário. Caso contrário, seria substituído pelo magistrado mais antigo presente no momento.

Sem constrangimentos, sem drama. Apenas organização.

Mas a pedagogia do tempo não parou aí. Aos que subiriam à tribuna para homenageá-lo, veio a recomendação: discursos curtos. Cinco minutos.

E não era apenas um conselho educado. No plenário, uma placa com letras grandes lembrava a regra: “5 minutos”.

Pode parecer detalhe. Mas não é.

Num ambiente institucional em que solenidades frequentemente se transformam em longas maratonas de discursos, muitas deles repetitivos e prolixos, a atitude do novo presidente do TRE-PB funcionou quase como um pequeno manifesto silencioso: objetividade também é uma virtude pública.

E isso ganha ainda mais relevância quando se observa o tamanho da missão que está diante dele. Sob sua gestão, o Tribunal terá pela frente duas eleições importantes: a suplementar de Cabedelo e as eleições gerais deste ano.

Eficiência na condução, portanto, não é apenas um estilo. 

Quem conhece Márcio Murilo sabe que o gesto também combina com sua personalidade. Espontâneo, bem-humorado e direto, ele costuma usar o humor como ferramenta para quebrar formalidades excessivas, sem perder a seriedade do cargo.

No fundo, o recado foi simples: instituições podem e devem funcionar bem sem se perder em rituais intermináveis, com longos autoelogios e afagos que nem sempre espelham à realidade. 

Se esse espírito de objetividade atravessar a gestão que agora começa no TRE da Paraíba, já será um bom serviço prestado não apenas à Justiça Eleitoral, mas à cultura institucional do estado.

E convenhamos: cinco minutos bem usados costumam valer muito mais do que discursos intermináveis.

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