Pessoas que passavam pelo local também ajudaram no resgate.
Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
A tragédia com ônibus escolar entre as cidade de Pilões e Cuitegi, nesta terça-feira (01), deve ser um alerta para prefeituras de toda Paraíba.
Dois jovens mortos, mais de trinta feridos, muita dor e a revelação da negliência ou omissão na operacionalização desse tipo de atividade.
Há culpados e eles precisam ser punidos. Como exemplo.
O ônibus não foi vistoriado. O ônibus não deveria ser usado para viagens intermunicipais porque não tinha cintos de segurança. E como fazia um percurso com curvas, ladeiras e abismos, o cuidado com a mecânica deveria ser redobrado.
A prefeitura “não lava as mãos” ao dizer que o equipamento era terceirizado. A empresa “não lava as mãos” ao dizer que a estrada era perigosa.
Os órgãos de fiscalização “não lavam as mãos” ao afirmarem que não havia vistoria.
Se circulava diariamente sem sinalização de que foi vistoriado, alguém deixou passar, até a tragédia acontecer.
Não precisa ter um relatório, nem um diagnóstico específico de qualquer perícia, para registrar que o risco de acontecer outras cidades estado afora é iminente.
Não está cristalizado na nossa cultura de prevenção colocar a lupa permanente nesses riscos.
Outras tragédias como essa podem acontecer porque ônibus escolares autorizados a circular dentro das cidades devem estar circulando entre os municípios.
Outros ônibus de dezenas de municípios paraibanos, sem cumprir as regras, devem ser, a cada dia, paus de arara modernos.
Infelizmente, essas duas mortes devem servir para alguma coisa. Gestores, empresas prestadores de serviço e órgãos de controle e fiscalização têm a dor de uma cidade como motivo para serem mais eficientes.