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Polícia Civil detalha investigações sobre tentativa de feminicídio contra influenciadora

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Influenciadora é perseguida e atingida por um tiro..

Reprodução/Instagram (@aruivinhaoficiall)

A delegada da Polícia Civil Mariana Teles deu detalhes sobre as investigações da perseguição e tentativa de feminicídio contra influenciadora “Ruivinha”. Por meio de câmeras de segurança, o ex-companheiro da influenciadora foi identificado como o autor. 

“A equipe foi a campo atrás de imagens dos estabelecimentos. Quando nós chegamos a esse local, nós vimos o vídeo em que o Corolla está perseguindo o carro da vítima, que é um T-Cross, e do momento exato em que ele efetuou os disparos”.

A delegada Mariana Teles destacou que a vítima passou por exame de corpo de delito e foi constatada uma lesão na mão causada por arma de fogo. O carro dela também foi periciado e marcas de tiros foram identificadas.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso na sexta-feira (19), em Maceió. Ele estava morando em um edifício no bairro da Cruz das Almas, na capital alagoana.

Entenda o caso 

Uma influenciadora foi perseguida e baleada na noite do dia 2 de setembro, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. “Ruivinha” ou “Ruivão”, como é conhecida, foi atingida na mão na Avenida Comerciante Alfredo Ferreira da Rocha.

A vítima, que registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul, relatou que seguia de carro pela avenida, quando percebeu que estava sendo perseguida por outro carro. Foi quando o suspeito começou a atirar e ela conseguiu fugir, mas um dos tiros atingiu a sua mão.

O suspeito do caso é o ex-marido da influenciadora, que não teve identidade divulgada. Segundo ela, os dois estão separados desde o mês de junho. A mulher divulgou nas redes sociais imagens de câmera de segurança dela sendo agredida fisicamente pelo homem com quem tem uma filha de um ano. As agressões teriam sido o motivo da separação.

De acordo com a influenciadora, essa não teria sido a primeira vez que ela prestava queixa contra o ex-marido, de quem já havia sido vítima de agressões anteriormente. Ela conta que na época, recebeu a oferta de ir morar em um abrigo para vítimas de violência, mas recusou porque o acesso ao celular no local era proibido, o que a impediria de continuar trabalhando com a internet.

“Eu recusei o abrigo que eles queriam mandar porque não poderia ter acesso ao telefone devido a outras vítimas e eu trabalho com internet, eu não ia estar em abrigo se eu moro em um condomínio. Aceitei a patrulha da Lei Maria da Penha, aceitei tudo, só não ir para o abrigo, porque eu não vou ficar excluída da sociedade me escondendo quando eu sou a vítima”, afirmou ela.

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