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Jerry Lewis, se estivesse vivo, teria completado 100 anos na segunda-feira passada, 16 de março de 2026. Quando morreu, em 2017, estava com 91 anos.
Se pensarmos em comédia, Jerry Lewis foi, no cinema, um dos nomes mais populares do seu tempo. Era filho de judeus russos nascido em Nova Jersey em 1926.
Não houve um só Jerry Lewis. Houve dois. Primeiro, o cara que se projetou formando dupla com Dean Martin, com quem atuou na primeira metade dos anos 1950.
A dupla tinha química, filmou muito e depois houve um rompimento nada amigável. Dean Martin era também bom cantor e pertencia ao grupo dos “homens” de Sinatra.
O outro Jerry Lewis – o melhor dos dois – é o artista solo. Trabalhou dirigido por gente competente como Frank Tashlin e se revelou completo ao assumir a direção.
Atuando como protagonista, sendo dirigido ou dirigindo, Jerry Lewis fez uma série de ótimas comédias em seus anos de maior criatividade e sucesso popular.
Jerry Lewis filmou muito e provocou o riso em milhões de pessoas que assistiram aos seus filmes e conheceram os tipos engraçadíssimos por ele criados.
A estreia na direção foi em O Mensageiro Trapalhão (1960). Jerry Lewis paga justo tributo ao cinema mudo. Seu personagem não pronuncia nenhuma palavra.
Em O Terror das Mulheres (1961), um dos seus melhores filmes, também atua e dirige. Em O Bagunceiro Arrumadinho (1964), está sob a batuta de Frank Tashlin.
Qual a obra-prima de Jerry Lewis? Certamente é O Professor Aloprado (1963). Jerry não é um, mas dois personagens, e ainda dirige essa versão de O Médico e O Monstro.
Depois do êxito, veio a decadência. Os filmes de Jerry Lewis foram deixando de fazer sucesso. Se ele reinou nos anos 1960, a década de 1970 assistiria à consolidação de um outro tipo de humor no cinema, o humor intelectualizado de Woody Allen.
Em 1982, num filme sério, Jerry Lewis foi homenageado por Martin Scorsese. Em O Rei da Comédia, Jerry é um comediante famoso sequestrado por um fã (Robert De Niro).
Jerry Lewis foi, de fato, um dos reis da comédia no cinema. Há, no entanto, quem defenda a tese de que, mais do que isso, por trás dos muitos tipos engraçados que encarnou, o artista exerceu um outro papel: o de um verdadeiro psicanalista da América.
