O direito reprodutivo entra diretamente no debate sobre violência contra a mulher porque controlar o corpo e a capacidade de decisão da mulher é uma das formas mais estruturais de violência. Na semana passada, um homem foi preso em flagrante suspeito de agredir a esposa dentro do Instituto Cândida Vargas, em João Pessoa, pouco depois de ela dar à luz. Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a agressão aconteceu após o marido descobrir que a mulher havia feito uma laqueadura. Situação que evidencia como a autonomia reprodutiva feminina ainda é alvo de controle e punição, inclusive dentro de relações íntimas, transformando uma decisão de saúde em motivo de violência física. Ouça na reportagem de Cris Honório.
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