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Rubber Soul está de volta

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					Rubber Soul está de volta

Foto/Robert Freeman

A foto original era essa que abre a coluna. Acidentalmente, o fotógrafo Robert Freeman distorceu a imagem, e os quatro Beatles adoraram o resultado. 

Então, ficou assim. A fotografia distorcida foi para a capa de Rubber Soul, o sexto álbum dos Beatles, lançado na Inglaterra no dia três de dezembro de 1965. 


					Rubber Soul está de volta

Já sexagenário, na próxima sexta-feira, dois de outubro de 2026, Rubber Soul estará de volta ao mercado de discos físicos e às plataformas digitais. 

O “novo” Rubber Soul tem vários formatos em vinil e CD. A remixagem em Dolby Atmos leva a assinatura de Giles Martin, filho de George Martin, o produtor da banda.  

Além do álbum original com áudio restaurado, em seu formato de luxo, a versão 2026 de Rubber Soul traz muitas faixas que reconstituem o processo de criação.  

Os Beatles lançaram dois álbuns anuais de 1963 a 1965. Rubber Soul, o último desses discos, é o primeiro que dá sinais de que havia mudanças em curso.

A euforia juvenil da beatlemania estava chegando ao fim. As grandes turnês, também. Era o prenúncio de que a fase mais criativa do grupo estava a caminho.

Os Beatles flertam com a soul music, mas há uma autoironia. O “rubber” do título confirma que eles são só músicos brancos tentando fazer música de preto.

Rubber Soul. Quer dizer “alma de borracha”. O disco abre com Drive My Car, uma música de Paul McCartney, e fecha com Run For Your Life, escrita por John Lennon. 


					Rubber Soul está de volta

Foto/Reprodução

Norwegian Wood tem uma novidade: um sitar indiano tocado por George Harrison. É uma canção confessional em que John Lennon parece com Bob Dylan.  

George descobrira a música indiana, e foi ele quem a introduziu no mundo do rock. O guitarrista dos Beatles teve aulas com Ravi Shankar, mestre do sitar.

Em Think For Yourself, canção de Harrison, Paul McCartney usa um baixo fuzz. Em Rubber Soul, Paul trocou seu velho baixo Hofner por um Rickenbacker. 

In My Life tem um solo de piano inspirado no barroco de Bach. Quem compôs a melodia do solo e a executou foi George Martin. É uma das mais belas canções dos Beatles.

John compôs In My Life aos 25 anos. Fala de amigos e amores como se fosse um homem velho. Aqui, Paul reivindica uma parceria que provavelmente não houve.  

Em suas 14 faixas, Rubber Soul tem o Paul de Drive My Car e Michelle, tem o George de If I Needed Someone, tem o John de Nowhere Man e Girl. 

Day Tripper e We Can Work It Out são das sessões do Rubber Soul, mas não entraram no disco. Saíram num single e soam como se pertencessem ao repertório do álbum.

Rubber Soul fechou a porta da juventude e abriu a porta da maturidade. Depois, viriam Revolver, Sgt. Pepper e muito mais. Será auspicioso reouvir o álbum.  

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