Sem categoria

Luiz Custódio morre em Campina Grande após 45 anos de dedicação ao ensino do jornalismo

CBN Paraíba

CBN Paraíba

CBN Paraíba

Luiz Custódio passou 24 anos na UFPB e era atualmente professor titular da UEPB.

UEPB/Divulgação

Morreu na manhã desta quinta-feira (6) o professor Luiz Custódio da Silva, de 74 anos, que dedicou 45 deles à vida docência. Trabalhou por 24 anos na Universidade Federal da Paraíba, entre 1979 e 2003, e 21 anos na Universidade Estadual da Paraíba, de 2004 aos dias atuais.

A morte foi confirmada em Campina Grande, cidade onde ele morava atualmente, por volta das 6h. Ele vinha apresentando problemas renais nos últimos tempos, estava internado desde janeiro e o caso se agravou nas últimas horas. O velório acontece no cemitério Parque Santo e o velório está marcado para às 16h.

Custódio era paraibano, mas formou-se em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco em 1974. Era mestre em Administração Rural e Comunicação Rural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1983) e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1991).

Ao longo de sua trajetória como jornalista, passou pelas redações do Diário de Pernambuco entre 1969 e 1970, Rádio Olinda entre 1973 e 1975 e Jornal da Paraíba entre 1976 e 1978. Trabalhou ainda na assessoria de imprensa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) entre 1978 e 1979 antes de ingressar na docência.

Foi professor da UFPB até 2003 e seguiu na docência após a aposentadoria, migrando para a UEPB, onde permaneceu até o fim da vida. Ele foi também professor do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, ajudando a formar novos mestres na área.

Desenvolvia pesquisas e projetos na área de comunicação, com ênfase em teoria da comunicação e comunicação comunitária, principalmente nos temas de cotidiano e informação, imprensa regional, informação e cidadania, folkcomunicação e cultura popular.

Jornalista formada pela UFPB, a repórter Sílvia Torres falou de sua relação com Custódio. “Ele era como um pai. Como professor e orientador, recebia todos nós em sua casa com um café da tarde sortido e alimentava nosso conhecimento e nossa alma com atenção e afeto”, comentou.

Sílvia foi a última pesquisadora a ser orientada pelo professor no mestrado em jornalismo. “O professor Custódio é parte fundamental da minha história no jornalismo. Foi ele quem abriu meus olhos para o jornalismo de proximidade. Ele me fez entender e me apropriar disso”, resumiu, emocionada.

Compartilhe

Anterior
Para garantir “autonomia do partido”, Republicanos rejeita criação de federação com União e PP
Próximo
Nelson Pereira dos Santos fez dois filmes sobre Tom Jobim
Veja também
Nelson Pereira dos Santos fez dois filmes sobre Tom Jobim
Para garantir “autonomia do partido”, Republicanos rejeita criação de federação com União e PP