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Greve dos servidores técnico-administrativos da UFPB completa três meses e segue sem acordo

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					Greve dos servidores técnico-administrativos da UFPB completa três meses e segue sem acordo

UFPB não faz pagamento de auxílios estudantis e diz que MEC não repassou dinheiro – Foto: UFPB.

Angelica Gouveia

A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) completou três meses nesta terça-feira (9). O movimento foi iniciado após o vencimento do prazo estabelecido em um acordo firmado entre a categoria e o governo federal ao fim da paralisação realizada em 2024.

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Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), Peterson Vilar, a nova greve foi motivada pelo descumprimento de parte das medidas previstas no acordo.

“Em 2024, tivemos uma greve gigantesca e, no final da greve, o governo e a categoria, nós realizamos um acordo que previa várias pautas e várias coisas. O governo tinha algumas pautas até dois anos para cumprir. Uma delas, a principal, o RSC, que foi agora, o prazo máximo para o cumprimento foi em abril de 2026, não foi cumprido pelo governo. Então entramos novamente em greve para que o governo cumpra o que foi prometido há dois anos atrás”, explicou.

Em 2026, as principais exigências dos servidores são:

  • Implantação do sistema de saberes e competências (RSC)
  • Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial
  • Questões relacionadas à carreira dos técnico-administrativos

Impacto na comunidade acadêmica

A greve tem afetado diretamente a comunidade acadêmica. Desde o início da paralisação, bibliotecas e outros serviços oferecidos pela universidade estão suspensos.

Para a estudante Camile Luna, apesar da comunidade acadêmica compreender as demandas dos servidores, a suspensão dos serviços prejudica o cotidiano de vários estudantes.

“A maioria dos estudantes aqui, eles têm renda baixa, então a maioria depende muito da biblioteca para a questão de estudos. Então essa questão da greve complica muito no desenvolvimento acadêmico desses estudantes. Também atrapalha um pouco a gente nas aulas de laboratório que não tem os técnicos, não têm os recursos necessários, tá bem complicado, mas a gente entende o motivo”, disse.

A falta de equipe também tem afetado processos administrativos que envolvem os alunos, segundo a estudante Melissa Sorrilla.

“A gente vê bastante assim o pessoal da coordenação falando, mandando e-mail pra gente, falar: ‘Gente, a gente tá tentando agilizar, mas tá difícil porque tem pouca gente trabalhando’. E assim, a dificuldade é a demora mesmo, porque é muita demanda e pouca gente para ajudar, né?”, contou.

Previsão de acordo

Até o momento, a categoria não firmou uma data para o encerramento da paralisação. De acordo com o coordenador do SINTESPB, algumas negociações entre a categoria e o governo já aconteceram.

“Existe uma conversa com o governo federal e na verdade a gente já está basicamente, em tese, nos finalmentes, porque a gente só depende de um decreto que já saiu do Ministério da Gestão, e está na Casa Civil para ser assinado pelo Presidente Lula e, assim que ele for publicado, a gente possa concretizar as reivindicações de 2024”, finalizou Peterson.

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