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Achados da PF no caso Master ampliam desgaste e precisam de explicações de Hugo Motta

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					Achados da PF no caso Master ampliam desgaste e precisam de explicações de Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

divulgação

A informação do ‘Estadão’ nesta quarta-feira (17), noticiando a existência de mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mostrariam um pedido feito pelo paraibano Hugo Motta (Rep) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, elevou o nível de preocupação dos aliados do parlamentar. E não é para menos.

Conforme a publicação, Motta teria pedido a liberação de um empréstimo de R$ 22 milhões para a cunhada dele. 

Os achados fariam parte do arcabouço investigativo da PF e foram encaminhados para análise no STF. Assim como outras citações em que o ex-banqueiro sinaliza ter pago hospedagens para o paraibano em um hotel de luxo, em Lisboa, em 2024. 

Nesse segundo caso, o próprio Hugo já admitiu para interlocutores que teve diárias pagas por Vorcaro e usou o jatinho do ex-banqueiro, a convite do senador Ciro Nogueira (PP). O paraibano justificou que, na época, não tinha como saber do escândalo em que Vorcaro viria estar envolvido. 

Sobre o pedido de empréstimo para a cunhada, porém, Motta limitou-se a dizer que a transação foi legal. Mas não reconheceu, nem negou veementemente, o pedido noticiado pelo ‘Estadão’. 

A extensão das citações tem ampliado o desgaste para a imagem do paraibano, já afetada por outras manchetes da imprensa nacional desde que assumiu a Presidência da Câmara. 

E mais do que isso. As citações criam a necessidade de esclarecimentos mais objetivos por parte de Motta. 

É que mesmo a empresa tendo capacidade financeira para pleitear a liberação dos recursos, mesmo o Master à época estando em plena atividade, mesmo não existindo nenhum impedimento legal para o financiamento milionário, é preciso reconhecer que ninguém costuma pedir ao dono de um banco a liberação de um empréstimo.  

E se esse alguém for um deputado federal, com forte influência no Congresso (como era o caso), essa solicitação ganha ainda outros contornos. Podendo, a depender do contexto e dos demais elementos encontrados, ser interpretada como uso indevido do cargo público em benefício de terceiros. 

Não é moral. Não é ético para um deputado esse tipo de postura. Por isso, mais do que recorrer à legalidade do empréstimo feito pela cunhada, o paraibano deve sim explicações mais consistentes sobre os fatos noticiados pelo ‘Estadão’. É o mínimo, aliás, que se espera de alguém que desde cedo é custeado pelos cofres públicos para representar a população no Congresso Nacional. 

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