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Getz/Gilberto, cuja capa reproduzo em seguida, é o álbum de João Gilberto que vendeu mais e é também o mais popular. Mas não está no meu top 5.
Não quis deixar de mencioná-lo nesse post pela sua importância. Mas, quanto mais ouço esse disco, mais me convenço de que ele é o menos joãogilbertiano.
Getz/Gilberto foi lançado em 1964 e projetou Garota de Ipanema em escala planetária. João toca violão e divide o protagonismo com o saxofonista Stan Getz.
Getz/Gilberto (Verve) consolidou o diálogo da bossa nova brasileira com o jazz e é largamente mencionado como um dos discos mais importantes do jazz.
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Agora, meu top 5 dos álbuns de João Gilberto. Começo, naturalmente, pela trilogia que a gravadora Odeon lançou na virada da década de 1950 para a de 1960.
Chega de Saudade, o mais importante dos três, é de 1959. O Amor, O Sorriso e A Flor é de 1960. E João Gilberto, de 1961. São os discos seminais da bossa nova.
Os três discos nunca foram lançados em CD no Brasil por causa de uma pendenga judicial entre João e a EMI. Existem em edições importadas e não autorizadas.
O próximo disco do meu top 5 é João Gilberto, de 1973. É conhecido também como o álbum branco do artista. Tem apenas João, seu violão e alguma percussão.
Na trilogia do advento da bossa nova, João cantava Tom, Lyra, Menescal, Caymmi, Ary, Vinícius, Bôscoli e autores da tradição do samba do Rio de Janeiro.
No álbum branco de 1973, ele trazia o Jobim de Águas de Março e introduzia os tropicalistas Caetano Veloso (Avarandado) e Gilberto Gil (Eu Vim da Bahia).
Amoroso, de 1977, é o inverso do disco sem nome de 1973. Tem, em suas oito faixas, os refinados arranjos do maestro Claus Ogerman, que já gravava com Jobim.
No lado A, João Gilberto canta em quatro línguas: inglês, italiano, português e espanhol. No lado B, se debruça sobre quatro joias compostas por Antônio Carlos Jobim.
Claro que Amoroso não tem a dimensão histórica de Chega de Saudade. Mas é muito provável que seja o melhor disco de João Gilberto. Seguem as capas.
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CHEGA DE SAUDADE, Odeon, 1959
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O AMOR, O SORRISO E A FLOR, Odeon, 1960
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JOÃO GILBERTO, Odeon, 1961
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JOÃO GILBERTO, Phonogram, 1973
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AMOROSO, Warner, 1977







