Depois de meses de espera, protestos e cobranças por parte de pais e responsáveis, os alunos do Ensino Fundamental do Colégio da Polícia Militar da Paraíba (CPM), em João Pessoa, finalmente voltaram às salas de aula nesta terça-feira (22).
O início das atividades foi confirmado pela direção da escola após a entrega oficial das novas instalações pela Secretaria de Estado da Educação e a autorização de funcionamento emitida pelo Corpo de Bombeiros.
A retomada encerra, ao menos por enquanto, um impasse que se arrastava desde o começo do ano letivo e que levou famílias a denunciarem prejuízos pedagógicos e falta de respostas por parte do poder público. Durante semanas, pais relataram que os estudantes ainda não tinham tido sequer um único dia de aula em 2026.
Em nota divulgada à comunidade escolar, a gestão do colégio informou que uma força-tarefa foi realizada nos últimos dias para limpeza, ajustes técnicos e adequações dos ambientes, além da elaboração de um plano de contingência para recuperação do bimestre perdido.
A expectativa agora é em torno do calendário de reposição.
Para Stephanie Batista, assistente social e mãe de aluno, o sentimento neste momento é de alívio e gratidão.
“Enfim chegou o grande dia, depois de muitas idas e vindas e um longo prazo de espera. Hoje as crianças estão em sala de aula e isso, por si só, já é uma grande conquista”, afirmou.
Stephanie destacou ainda confiança no corpo pedagógico para reorganizar o ano letivo.
“Acreditamos na competência da equipe da escola para rever essa situação e recuperar esse tempo. O grande passo foi dado, que foi o retorno das aulas”, disse.
Histórico de cobranças
A volta às aulas ocorre após meses de mobilização dos pais. Em manifestações anteriores, famílias denunciaram atrasos na entrega do novo prédio da unidade, falta de equipamentos e incertezas sobre o funcionamento da escola.
Na época, mães e responsáveis chegaram a cobrar do Governo do Estado um cronograma definitivo para o início das atividades e questionaram os impactos do atraso sobre o aprendizado dos estudantes.
Segundo relatos, mais de 400 alunos teriam sido afetados diretamente pela demora.
A direção do colégio havia informado anteriormente que pendências estruturais e ajustes na nova unidade impediam o início das aulas.
Reposição e material escolar
Com o retorno das atividades, a principal expectativa agora é sobre como será feita a recuperação do conteúdo perdido.
Entre as possibilidades debatidas estão ampliação da carga horária e até extensão do calendário letivo, embora a escola ainda não tenha divulgado oficialmente os detalhes.
Outra demanda levantada pelos pais é a entrega do material escolar, que, segundo famílias, ainda não foi disponibilizado.
“Existe essa expectativa de que a Secretaria entregue o material escolar e também um apelo para que a educação nunca deixe de ser prioridade”, reforçou Stephanie Batista.
“Vitória da comunidade escolar”
Para os pais, o início das aulas representa também o resultado da pressão da comunidade escolar por respostas e providências.
Depois de meses de incertezas, o sentimento predominante agora é de alívio, mas também de vigilância para que o calendário seja cumprido e o ano letivo siga sem novos prejuízos para os estudantes.
Ouça na reportagem de Renan Mesquita:



