Quadrilha junina na pirâmide do Parque do Povo, em Campina Grande | Foto: Divulgação. Elite Admin
Cerca de 450 quadrilhas juninas, uma das principais manifestações culturais nordestinas, já existiram ao longo da história do São João de Campina Grande. A informação foi divulgada por uma pesquisa da Quaest em parceria com o YouTube, que apresenta as principais características das juninas da cidade que promove “O Maior São João do Mundo”.
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De acordo com a pesquisa, realizada pela Quaest em parceria com o YouTube, das centenas de quadrilhas que já existiram em Campina Grande, atualmente cerca de 14 juninas permanecem em plena atividade. Destas, a maior parte é comandada por mulheres.
Ainda conforme os dados, as juninas funcionam o ano inteiro e, entre os principais desafios a serem superados estão a logística de transporte de material e pessoal, além do baixo aporte financeiro para criação de cenários e figurinos. O patrocínio financeiro, oferecido por meio de políticas públicas e iniciativas privadas, permanece insuficiente e desigual, mesmo tendo aumentado ao longo dos últimos anos.
Além de serem uma das principais manifestações culturais do Nordeste, as quadrilhas juninas ocupam papel social importante na vida de milhares de jovens. De acordo com a pesquisa da Quaest, pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ e moradores de periferias enxergam as juninas como uma rede de proteção social.
Em Campina Grande, algumas das juninas funcionam com fábricas próprias e servem de modelo para milhares de outras quadrilhas juninas espalhadas pelo Brasil. Cada uma delas mobiliza uma cadeia produtiva formada por diversos profissionais, como cenógrafos, dançarinos, maquiadores e músicos.
A pesquisa também apontou que juninas funcionam o ano inteiro, e não apenas no mês de junho, quando o calendário de apresentações fica mais intenso. Assim como acontece nas escolas de samba, a preparação para a temporada seguinte tem início logo após a finalização das apresentações em julho, já entre os meses de agosto e outubro.

