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João Pessoa tem o 6º maior aumento no custo da cesta básica entre as capitais do país

CBN Paraíba

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					João Pessoa tem o 6º maior aumento no custo da cesta básica entre as capitais do país

O tomate teve alta de mais de 30% só no mês de maio.

(Foto: Rizemberg Felipe)

Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), apontou que, neste último mês de maio, o custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais do Brasil.

João Pessoa ganhou destaque negativo ao figurar como a sexta capital com o maior aumento no custo da cesta, entre abril e maio, com elevação de 6,22%. À frente da capital paraibana só ficaram o Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%) e Maceió (6,68%).

O custo da cesta básica na maior cidade da Paraíba ficou em R$ 718,50 no referido mês. Em relação a maio de 2025, houve um aumento de 12,84%. Já o acumulado de janeiro a maio de 2026 chega ao assustador percentual de 20,22%, já que estamos falando dos itens básicos da alimentação em um estado com a maioria da população pobre. 


					João Pessoa tem o 6º maior aumento no custo da cesta básica entre as capitais do país

O aumento acumulado da cesta básica em João Pessoa, em 2026, é de 20,22%.

(Foto: Tânia Rêgo)


Os vilões da cesta básica

Entre abril e maio, 10 dos 12 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros. Veja a lista:

Tomate (31,41%)

Feijão carioca (7,58%)

Leite integral (6,11%)

Farinha de mandioca (2,81%)

Carne bovina de primeira (1,75%)

Arroz agulhinha (1,39%)

Manteiga (0,69%)

Pão francês (0,44%)

Açúcar cristal (0,29%)

Óleo de soja (0,11%)

Banana (-2,10%)

Café em pó (-1,63%).

Salário Mínimo Ideal

O Dieese também divulgou seu famoso cálculo do salário mínimo que o brasileiro deveria ter para manter uma família com quatro pessoas. E mais uma vez o valor ficou muito além da realidade. Para suprir as despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o salário mínimo deveria ter sido, em maio, de R$ 7.999,44. É praticamente um sonho impossível para quem enxerga na conta os R$ 1.621 atuais, que milhões de trabalhadores recebem. O mínimo ideal está quase cinco vezes acima do praticado no Brasil. Uma diferença brutal aferida por um departamento sério que faz as contas em centavos e reflete a fragilidade financeira das famílias brasileiras. Segundo os economistas, os baixos salários estão, inclusive, entre os principais fatores do superendividamento no país.

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