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MP e Câmara miram deputado paraibano que alugou carros em empresa dos sobrinhos

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					MP e Câmara miram deputado paraibano que alugou carros em empresa dos sobrinhos

Wilson Santiago (Republicanos).

(Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

Na semana passada, o Blog trouxe a informação de que o deputado Wilson Santiago (Republicanos) gastou mais de R$190 mil em cota parlamentar para alugar carros de alto padrão em uma empresa de seus sobrinhos, entre 2024 e 2026. Agora, a Câmara Federal e o Ministério Público entraram em campo buscando medidas para o caso.

Acontece que o regimento da Casa não permite reembolsos de cotas parlamentares para empresas que sejam de propriedade de parlamentares ou de parentes em até terceiro grau. Neste caso, a norma da Câmara Federal prevê que o deputado pode ter que devolver o valor que foi gasto.

Por parte da Câmara Federal, a Casa bloqueou o CNPJ da empresa dos sobrinhos de Wilson Santiago para o recebimento de reembolsos em favor do deputado. Caso as irregularidades sejam constatadas, Santiago terá que restituir os valores que foram pagos pelo Poder Legislativo.

Entre maio de 2024 e março de 2026, Wilson Santiago gastou R$190.740 em cotas parlamentares alugando dois carros na empresa que tem Thiago Santiago, Thaísa Silva Santiago e Thialla Lira Santigo como sócios. O primeiro carro, locado entre maio de 2024 e abril de 2025 tinha um custo de R$8.100 mensais. Em maio de 2025, o deputado passou a optar por um modelo ainda mais caro, na faixa de R$12.000 mensais.

Ministério Público pede que multa seja aplicada a Santiago

Conforme apurou o portal Metrópoles, o Ministério Público representou, junto ao Tribunal de Contas da União, um pedido de aplicação de multa a Wilson Santiago. Além da orientação para que o deputado devolva o valor gasto, o órgão ministerial também pede que os valores sejam corrigidos e que sejam aplicados outros encargos cabíveis.

“Ao direcionar a quase totalidade de suas despesas com locação de veículos para empresa pertencente a seus sobrinhos, o parlamentar, em tese, não apenas dribla a finalidade da pública da verba, como também converte a cota parlamentar em fonte de renda para seu núcleo familiar – o que é frontalmente incompatível com a lógica republicana que deve orientar a gestão de dinheiro público”, diz a representação assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado.

A assessoria de Wilson Santiago informou que não haverá nenhuma manifestação sobre o caso.

Texto: Gabriel Abdon
Com informações do Metrópoles

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