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Nutricionistas são proibidos de usar inteligência artificial para simular resultados clínicos

CBN Paraíba

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					Nutricionistas são proibidos de usar inteligência artificial para simular resultados clínicos

Nutricionistas são proibidos de usar IA para simular resultados ou pessoas.

Freepik

Nutricionistas passam a ser proibidos de usar inteligência artificial (IA) para simular resultados clínicos ou criar conteúdos que representem pessoas reais. A regra está no novo Código de Ética e Conduta da profissão, publicado nesta terça-feira (28), e vale para imagens, vídeos e áudios produzidos com tecnologia digital.

O texto foi aprovado pelo Conselho Federal de Nutrição e estabelece normas inéditas para o uso de IA, além de atualizar regras sobre publicidade, redes sociais e relação com marcas. A resolução entra em vigor em até 90 dias.

O que muda com a nova norma

A norma proíbe a criação ou manipulação de conteúdos que simulem pessoas reais ou resultados clínicos, quando houver risco de induzir o público ao erro ou ao sensacionalismo.

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O texto também determina que o uso de IA ou de sistemas automatizados deve ser informado de forma clara nos materiais divulgados. Além disso, conflitos de interesse precisam ser declarados.

Outro ponto reforçado é que essas ferramentas não podem substituir o nutricionista no contato direto com o paciente. O código deixa claro que a interação profissional não pode ser automatizada, para preservar a autonomia do atendimento.

Promessas de resultado seguem vetadas

Continua proibida a publicação de fotos de “antes e depois”, dados de composição corporal ou resultados de exames, mesmo quando esse material for gerado por inteligência artificial.

A norma também mantém o veto a qualquer tipo de promessa ou garantia de resultado associada a dietas, produtos ou protocolos alimentares.

Estratégias de propaganda com promoções, sorteios ou ofertas seguem proibidas, embora a divulgação de preços e honorários seja permitida.

Direitos, deveres e penalidades

Além das mudanças ligadas à tecnologia e à comunicação, o novo Código de Ética reforça princípios da profissão, como o direito humano à alimentação adequada, o respeito à diversidade e a atuação sem discriminação.

Entre os deveres, o texto destaca a necessidade de atualização profissional constante, o sigilo de dados (especialmente de grupos vulneráveis) e a responsabilidade por ações e omissões no exercício da atividade.

O descumprimento das regras pode resultar em penalidades que vão de advertência até a suspensão do exercício profissional por até três anos ou o cancelamento do registro.

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