Evilásio Cavalcanti, prefeito de Cabedelo. Foto: Reprodução/Youtube.
O prefeito de Cabedelo, Evilásio Cavalcanti (Avante), tem feito o que os aliados dizem ser uma ‘limpeza’ em contratos e no quadro de pessoal da gestão municipal. Afastou as empresas Lemon e Avlis do fornecimento de mão de obra, ambas investigadas pela PF e pelo Gaeco, e passou a se distanciar também dos antigos aliados e ex-prefeitos Edvaldo Neto (prefeito eleito) e Vítor Hugo (ex-prefeito).
As decisões ocorrem quando o gestor, que chegou ao cargo como vice de Edvaldo Neto, aproxima-se dos 100 dias de Governo. Ele tomou posse em 25 de maio.
E em um ambiente em que é crescente, entre juristas, o entendimento de que é cada vez mais remota a possibilidade de Edvaldo Neto conseguir uma liminar para retornar ao cargo. Em casos envolvendo investigações menos graves, como em Patos e Camalaú, em um passado não tão longínquo, prefeitos foram afastados e não mais voltaram ao exercício dos cargos.
A mesma perspectiva vale para o ex-prefeito André Coutinho, também do Avante, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devido às investigações da Operação En Passant.
Talvez por conta disso, nos últimos dias, Evilásio avançou na revisão de contratos com empresas admitidas pelas gestões anteriores. Depois da Lemon e da Avlis, decidiu trocar também a empresa responsável pela coleta de lixo, substituída por uma que apresentou maior tecnologia e equipamentos novos – segundo a gestão municipal.
A mudança, contudo, tem gerado reações nas redes sociais. E aliados do prefeito dizem que adversários têm usado “perfis fake” para espalhar informações descontextualizadas.
O afastamento dos ex-prefeitos também repercutiu na Câmara Municipal. Essa semana o vereador Fernando Sobrinho (União) teve todos os cargos indicados na prefeitura cortados. O parlamentar é historicamente ligado a Vitor Hugo e a Edvaldo Neto e era tido como uma figura que trabalhava contra a gestão.
Como prometeu no dia da posse, o novo prefeito interino tem buscado ficar longe do passado de instabilidades no município. E para isso tem usado a caneta para revisar contratos e cargos deixados pelos antecessores.

