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Se for coerente com seu próprio discurso, Bruno Cunha Lima apoiará Queiroga para o Senado

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					Se for coerente com seu próprio discurso, Bruno Cunha Lima apoiará Queiroga para o Senado

Bruno Cunha Lima, prefeito de Campina Grande.

Divulgação

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (UB), ainda não definiu a quem dará apoio no 2º voto da disputa pelo Senado Federal. Por enquanto o prefeito anunciou apoio apenas ao senador Veneziano Vital (MDB), que teve uma atuação decisiva para a sua reeleição em 2024. 

A  definição em torno de Veneziano é, portanto, de ‘gratidão’.

Um gesto com quem apoiou o prefeito em um momento em que poucos aliados defendiam abertamente a continuidade de sua gestão. E, também, com alguém que destinou milhões em recursos para o município e ajudou a destravar os empréstimos feitos pela prefeitura junto a instituições financeiras. 

Mas Bruno está diante, nesse momento, de uma segunda definição em que não encontrará, nos demais concorrentes para o Senado, a necessidade de utilizar esse mesmo sinônimo. 

É que o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep), sempre estiveram apoiando os seus principais adversários e não há registros de ações específicas em favor da gestãoJá o deputado André Gadelha (MDB), assim como o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL), também mantiveram-se distantes. 

Há, porém, um outro elemento a ser considerado: o da coerência política. Coerência, aliás, sempre lembrada por Bruno em seus discursos ao criticar adversários. 

E nesse quesito, para ser coerente, o prefeito precisará apoiar o ex-ministro Marcelo Queiroga para a segunda vaga. E não apenas pela afinidade dos dois (Bruno e Queiroga) com o bolsonarismo e/ou questões ideológicas, mas porque Bruno está no palanque do senador Efraim Filho (PL). E Efraim tem em Queiroga o único nome (até agora) nessa disputa. 

Já Nabor, João e Gadelha são nomes alinhados com o presidente Lula (PT) – cujas bandeiras não são, nem de longe, as mesmas defendidas pelo prefeito campinense. 

A escolha por um desses nomes (Nabor, João e André), nesse momento, levaria ao fim algo que, na política paraibana, Bruno entende ter como diferencial com relação aos demais agentes. E sem coerência, Bruno não poderá mais cobrar de adversários posições que, nem ele, praticaria. 

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