Apito final na Copa do Mundo 2026, e a Espanha realmente retomou o protagonismo do futebol de seleções com a conquista da taça. Muito por um projeto que definiu um estilo de jogo, que dominou as principais competições de 2008 a 2012, e que não foi desmontado após os fracassos nos três mundiais de 2014, 2018 e 2022.
Agora é hora de destacar os principais nomes do Mundial, que coroou muitos protagonistas, mas que premiou mesmo o futebol coletivo.
Espanha levanta a taça de campeão do mundo em 2026. (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
A defesa é principalmente composta por nomes espanhóis: o goleiro Unai Simón, que tomou apenas um gol em oito jogos, as laterais ficaram com Pedro Porro e Cucurella, também do time campeão do mundo. Quem completa o setor é Upamecano, jogador francês de um time que foi bem no Mundial até a fase semifinal.
O meio de campo ficou com um representante da Espanha, outro da Inglaterra e um da França. Rodri, o capitão espanhol é quem puxa a fila, com Bellingham, o principal jogador inglês na Copa, e Olise, craque francês que terminou a competição como o líder de passes, superando até a marca do Rei Pelé.
Apesar do vice, Messi foi o craque da Copa do Mundo 2026. (Foto: Dylan Martinez/Reuters)
O ataque foi o único posto que não contou com nomes da campeã Espanha. Afinal de contas, competir com Messi, Mbappé e Haaland estava difícil. O primeiro foi o grande destaque da Copa do Mundo. Mesmo com 39 anos, o craque carregou um time argentino envelhecido até a decisão. Já o destaque da França foi, mais uma vez, artilheiro e se tornou o maior goleador da história das Copas.
Já o último, algoz do Brasil, é o principal jogador de uma Noruega que conseguiu a sua melhor colocação em Copas do Mundo. Com apenas uma edição de Mundial, Haaland marcou sete vezes, incluindo duas diante da seleção brasileira.
Mbappé se tornou o maior artilheiro da história das Copas. (Foto: Paul Childs/Reuters)
O técnico da Copa foi Luis de la Fuente. O comandante que foi abrindo caminho e vencendo as principais competições de base com a Espanha também já conquistou os torneios de seleções mais importantes para o seu país: a Euro e agora o Mundial. Em uma equipe tão regular, é claro que o treinador é o arquiteto.
O jogador jovem da Copa do Mundo é Cubarsí. Com apenas 19 anos, a revelação catalã jogou como se fosse mais experiente e comandou o sistema defensivo espanhol até o título.
Por fim, a grande decepção foi o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti. É bem verdade que o maior currículo dentre todos os treinadores da Copa do Mundo 2026 assumiu o time em um ciclo conturbado, perdeu jogadores por lesão, mas mostrou que o trabalho está bem aquém do que já produziu ao longo da carreira.
Trabalho de Carlo Ancelotti à frente do Brasil, até aqui, é muito fraco. (Foto: Troy Taormina/Reuters)
Primeiro por uma convocação confusa, que ainda foi atrapalhada por lesões de peças importantes. Depois pelo time ser um deserto de ideias em campo, abrindo mão da posse de bola e sofrendo em praticamente todas as fases da Copa do Mundo até ser eliminado precocemente.
Veja a seleção da Copa do Mundo 2026 do Entre Linhas:
(Foto: ge)
- Goleiro: Unai Simón (Espanha)
- Lateral-direito: Pedro Porro (Espanha)
- Zagueiro: Upamecano (França)
- Zagueiro: Cubarsí (Espanha)
- Lateral-esquerdo: Cucurella (Espanha)
- Volante: Rodri (Espanha)
- Meia: Olise (França)
- Meia: Bellingham (Inglaterra)
- Atacante: Messi (Argentina)
- Atacante: Mbappé (França)
- Atacante: Haaland (Noruega)
- Técnico: Luis de la Fuente (Espanha)
- Jogador jovem: Cubarsí (Espanha)
- Craque: Messi (Argentina)
- Decepção: Carlo Ancelotti (Brasil)





