Felipe Nunes
Integrantes da bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara Municipal de João Pessoa explicaram, em declarações à Rádio CBN Paraíba, nesta terça-feira (02), porque decidiram não integrar o bloco de oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), formalizado nesta segunda-feira.
De acordo com o vereador Fábio Lopes (PL), a bancada de oposição na Câmara faz oposição apenas ao prefeito Leo Bezerra (PSB) mas é “governista” em relação ao governador Lucas Ribeiro (PP), o que impede uma integração dos parlamentares conservadores ao grupo.
Ele criticou a postura dos parlamentares do bloco oposicionista por se recusar a criticar problemas relativas a erros do Governo do Estado. Como exemplo, citou um requerimento em que a bancada do PL pedia ao governador o reconhecimento de facções como “grupos terroristas”, pauta rejeitada pela bancada.
Já o vereador Carlão Pelo Bem informou que está articulando, com Fábio Lopes e Éder Jampa – vereador que tira a licença de Durval Ferreira – a criação de um bloco de oposição “conservador”. O trio atua, segundo ele, com foco em questionar os erros tanto da gestão municipal quanto estadual.
O bloco apoia, do ponto de vista estadual, o projeto do senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo do Estado.
Formação do bloco de oposição
O líder da oposição, Milanez Neto, formalizou nesta segunda-feira (01), a composição do bloco na Câmara Municipal de João pessoa. De acordo com o documento, integram a bancada os vereadores Fábio Carneiro (Solidariedade), Marcos Henriques (PT), Jailma Carvalho (PSB), Mô Lima (PP), Guga Pet (PP) e Zezinho do Botafogo (PSB).
Em entrevista à CBN, Milanez justificou que a formalização tem o objetivo de cumprir prerrogativas regimentais. Ele minimizou a ausência de parlamentares do PL no bloco. “Alegam que há problemas partidários, que impede a participação da bancada oficialmente”, disse.
Sem citar nomes, o líder informou que conversa com outros vereadores para aumentar a bancada.
